Os senadores Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB) se manifestaram de forma divergente, nesta terça-feira (5), sobre a decisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em adiar para depois das eleições a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar desvios e tráfico de influência no Ministério da Educação (MEC).
Rodrigo Pacheco anunciou a medida em acordo com lideranças do Senado nesta terça-feira, admitindo para após as eleições a leitura de outras Comissões como a do crime organizado no Norte, Nordeste, a das Obras Inacabadas e a das ONGs da Amazônia, esta última de autoria do tucano Plínio Valério.
O senador disse que a decisão de Rodrigo Pacheco evitou a criação de “palanque” para a oposição.
“Acertada decisão dos líderes e Rodrigo Pacheco de evitar palanque e só instalar a CPI do MEC após as eleições. E a boa notícia de que nossa CPI das ONGs será também instalada depois de tanto tempo criada”, disse Plínio Valério.
Eduardo Braga, que assinou, junto com o senador Omar Aziz (PSD), requerimento pela aprovação da CPI, disse em resposta ao RealTime1 que “lamenta a decisão do presidente do Senado” e que a Comissão do MEC é “um importante instrumento para esclarecer todos os fatos relativos às suspeitas de privilégios dentro do Ministério da Educação”.
Omar Aziz, do mesmo partido do presidente do Senado, não respondeu à reportagem até o fechamento desta edição e nem se manifestou em suas redes sociais sobre o tema.
Texto: Emerson Medina
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