quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Plínio pressiona Senado para que não priorize instalação da CPI do MEC

Causa estranheza o comportamento do senador, que é de um partido de oposição a Bolsonaro, em não priorizar a instalação de uma CPI que pode resultar em um escândalo.
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Plínio Valério
Plínio Valério sugere nas redes sociais ação coordenada do STF com coordenação da campanha do PT ao Planalto (Foto: Divulgação/Agência Senado)

O senador Plínio Valério (PSDB) pressiona o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para que seu pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs seja priorizado.

O pedido ocorre em meio à pressão de partidos de esquerda para que a CPI do Ministério da Educação seja protocolada o quanto antes.

Diante da estratégia do senador fica o questionamento: afinal de que lado está Plínio Valério? Causa estranheza o comportamento do senador, que é de um partido de oposição a Bolsonaro, em não priorizar a instalação de uma CPI que pode resultar no maior escândalo de corrupção da história do atual governo.

Plínio sai em defesa do Governo Bolsonaro

Plínio disse, em seu perfil no Twitter, que o Supremo Tribunal Federal (STF) pode intervir para que a casa investigue primeiro o Ministério da Educação, citando como fontes: “informações de outros senadores”.

“Informações de outros senadores indicam que o STF pode novamente usurpar os poderes do Parlamento mandando instalar a CPI do MEC e que Pacheco deve instalar a CPI patrocinada pelo coordenador da campanha do candidato do PT à Presidência da República às vésperas da eleição”, postou o senador.

O tucano continua a linha de mensagens dizendo que a CPI das ONGs já teve seu requerimento lido em plenário , “o que a coloca em 1º lugar na fila instalação. Já foi ultrapassada pela “CPI da Covid” , e não é regimental nem jurídico que seja novamente preterida por outras CPIs, muito mais recentes e sequer lidas em plenário”.

Diferente de Plínio, Omar e Braga são a favor da CPI do MEC

A CPI do MEC é de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e tem assinatura de senadores do Amazonas: Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz (PSD). Ela propõe investigar o suposto esquema de tráfico de influência envolvendo pastores, o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e desvios do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Suspeita de corrupção no MEC

Em depoimentos à Polícia Federal, Milton Ribeiro afirma que recebia pastores para discutir os repasses do FNDE com recomendação do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Mais recentemente, áudios de uma conversa de celular, mostram o ex-ministro dizendo que foi avisado de possível operação de busca e apreensão da PF pelo presidente, que teria tido um “pressentimento”.

Na ocasião da conversa, Bolsonaro estava nos Estados Unidos com o ministro da Justiça, chefe da PF, Anderson Torres.

Texto: Emerson Medina

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