quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Royalties de petróleo: comitê quer investigação sobre pagamentos

Exploração de petróleo e gás rende mais de R$ 100 milhões em royalties para o município de Coari.
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Vista aérea de complexo industrial ligado ao setor de óleo, gás e energia no Amazonas
Estrutura industrial instalada no Amazonas integra a cadeia de óleo, gás e energia na Região Norte

A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estima que o Governo do Amazonas receberá R$ 345 milhões em royalties neste ano. Já as prefeituras de 27 municípios receberão outros R$ 215 milhões. Os valores chamaram a atenção de quem pede mais transparência na aplicação destes recursos.

O Comitê Amazonas de Combate à Corrupção pediu ao Ministério Público do Amazonas (MPAM) que apure como municípios do Amazonas que recebem recursos públicos provenientes dos royalties do petróleo e gás estão aplicando este recurso público.

Além da fiscalização sobre a aplicação dos recursos, o comitê quer que seja apurada a regularidade da contratação de um escritório de advocacia que conseguiu no Tribunal Regional Federal da 1 Região (TRF1) que royalties fossem pagos a municípios que não têm ligações com a atividade de petróleo e gás.

Para o Comitê, mostra-se necessária perquirir as condições de eventual contratação direta dos advogados, bem como as respectivas cláusulas da contratação, em especial as que preveem o pagamento de substanciosos percentuais dos royalties recuperados aos advogados, sobretudo pelo fato de que, conforme as reportagens, pois “as decisões judiciais têm sido obtidas por um lobista condenado por estelionato e investigado pela Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro que coordena advogados recém-formados e sem experiência no setor“, diz parte da representação.

Royalties para municípios sem petróleo ou gás

As prefeituras de Alvarães, Novo Airão e Rio Preto da Eva são indicadas pelo comitê neste particular, pois não têm qualquer conexão com as atividades de petróleo e gás, mas receberam recursos no ano passado. Para este ano, apenas Alvarães e Novo Airão aparecem no relatório de estimativa de pagamento da ANP.

Segundo este relatório, Alvarães deverá receber em royalties a quantia de R$ 6,53 milhões. Novo Airão ficará com um valor igual, R$ 6,53 milhões. O nome da prefeitura de Rio Preto aparece no relatório, mas com previsão de pagamento R$ 0,00 de royalties.

Estimativa da ANP para pagamento de royalties aos municípios do Amazonas:

  • Alvarães = R$ 6,53 milhões;
  • Anamã – R$ 6,57 milhões;
  • Anori – R$ 6,58 milhões;
  • Autazes – R$ 100 mil;
  • Beruri – R$ 32 mil;
  • Caapiranga – R$ 6,54 milhões;
  • Careiro da Várzea – R$ 100 mil;
  • Careiro – R$ 32 mil;
  • Coari – R$ 105,4 milhões;
  • Codajás – R$ 6,59 milhões;
  • Iranduba – R$ 6,1 milhões;
  • Itacoatiara – R$ 100 mil;
  • Itapiranga – R$ 103 mil;
  • Manacapuru R$ 6,56 milhões;
  • Manaquiri – R$ 32 mil;
  • Manaus – R$ 11,9 milhões;
  • Manicoré – R$ 6,53 milhões;
  • Nhamundá – R$ 6,53 milhões;
  • Novo Airão – R$ 6,53 milhões;
  • Parintins – R$ 100 mil;
  • Santa Isabel do Rio Negro – R$ 6,53 milhões;
  • São Gabriel da Cachoeira – R$ 6,53 milhões;
  • São Paulo de Olivença – R$ 6,53 milhões;
  • Silves – R$ 1,7 milhão;
  • Tefé – R$ 11,5 milhões;
  • Urucará – R$ 100 mil
  • Urucurituba – R$ 100 mil
  • Municípios que receberam royalties, mas não há previsão para pagamento neste ano:
  • Rio Preto da Eva;
  • Borba;
  • Tabatinga.

O Realtime1 tentou ouvir os prefeitos de Alvarães, Lucenildo Macedo, e de Novo Airão, Frederico Júnior, sobre a contratação do escritório de advocacia e da transparência no uso dos recursos, mas até o momento eles não responderam. Assim que o fizerem, este texto será atualizado.

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