quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Cúpula da Amazônia: Belém terá de imitar Parintins

Governo do Pará se prepara para receber autoridades e participantes da Cúpula da Amazônia em navios de turismo
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Barcos ancorados na orla de Parintins
Barcos ancorados na orla de Parintins serviram de inspiração para Belém abrigar visitantes durante a Cúpula da Amazônia e a COP de 2025

O primeiro evento teste para a realização da 30ª Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas (COP-30), em 2025, em Belém do Pará, a Cúpula da Amazônia acontece entre os dias 8 e 9 de agosto e já enfrenta problemas com a rede hoteleira da capital paraense.

De acordo com o Governo Federal foram convidados para a Cúpula da Amazônia 14 chefes de Estado, mas a rede hoteleira belenense só tem nove suites presidenciais disponíveis e já reservadas.

Além dos presidentes de oito países Sul-americanos que possuem floresta amazônica, o governo Lula convidou ainda para a Cúpula da Amazônia os líderes de Estados Unidos, Alemanha, República do Congro, República Democrática do Congo, Noruega e Indonésia.

Para a COP-30, a expectativa é de que, assim como na COP do Egito, no ano passado, até 200 chefes de Estado passem por Belém com enormes comitivas e participantes fora do circuito das autoridades. A rede de hotéis local não dará conta de receber todo esse públicos.

A ideia agora é colocar navios transatlânticos para acomodar os visitantes, assim como ocorre em Parintins durante os dias de Festival Folclórico, quando a orla da ilha fica lotada de barcos e navios abrigando uma população de turistas superior a população local, como ocorreu neste ano.

Conforme dados da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), Belém possui uma rede com 5.712 quartos de hotéis com 12.115 leitos disponíveis. Portanto, uma capacidade de receber aproximadamente 25 mil visitantes, número que será superado já nesta Cúpula da Amazônia em agosto.

O presidente da ABIH de Belém, Toni Santiago, já declarou que a alternativa será a contratação dos transatlânticos, alguns com capacidade para abrigar até sete mil hóspedes, e usar a rede hoteleira das cidades distantes até 200 quilômetros de Belém, como Mosquero e Salinas.

Cúpula da Amazônia x Copa da Amazônia

Uma preocupação do Governo do Pará com a realização da Cúpula da Amazônia e, posteriormente, a COP-30 é com o uso posterior das estruturas que forem montadas para o evento e nisso eles estão se inspirando no que aconteceu em Manaus durante a Copa do Mundo de 2014.

Para a realização do mundial, a rede hoteleira de Manaus saltou de pouco mais de 5,8 mil quartos, com 11.058 leitos, para 8 mil quartos, cujo uso foi intensivo durante a realização dos três jogos da primeira fase da competição. Na COP o uso da infraestrutura se dará de uma única vez ao longo de duas semanas.

O governo paraense e os operadores do trade turístico local querem evitar abertura de hotéis, como aconteceu em Manaus, e que depois foram fechados por falta de demanda dos grandes eventos.

Foi o que aconteceu com o Caesar Business, na avenida Darcy Vargas, na Chapada, vendido em 2018 para a Samsung, e o Go Inn, no Centro, que agora abrigará um Íbis Styles.

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