O governador Wilson Lima (PSC) não assinou a Carta de Governadores que questiona dados sobre repasses de recursos da União para os Estados e apresentados pelo presidente Jair Bolsonaro neste domingo.
O presidente fez uma postagem numa rede social insinuando que não faltou recursos para os Estados combaterem a pandemia da Covid-19, mas no cálculo incluiu repasses constitucionais, dinheiro gasto com o pagamento do auxílio emergencial e até suspensão do pagamento das dívidas com a União. Segundo o presidente, o Amazonas recebeu em 2020 R$ 18 bilhões e ao não assinar a Carta Wilson Lima dá razão ao presidente, pelo menos no caso do Amazonas.
Segundo a carta dos governadores, os dados apresentados levam a população a considerar que todo o valor foi repassado para o combate a pandemia, o que não é verdade. Segundo a carta, o valor enviado para a saúde é absolutamente minoritária no total informado pelo presidente.
A confusão é mais uma frente de confronto entre Bolsonaro e os Governadores, que desde a semana passada vem aumentando exponencialmente em função da demanda dos gestores estaduais para que União pague pelos novos leitos de UTI abertos para receber pacientes graves de Covid-19. A União não quer pagar este valor.
Dentre os governadores que assinam a carta estão aliados do Planalto, como Ronaldo Caiado (DEM/BO) e Ratinho Júnior (PSC/PR).
Assinaram a carta os governadores
Renan Filho (Alagoas)
Waldez Góes (Amapá)
Camilo Santana (Ceará)
Renato Casagrande (Espírito Santo)
Ronaldo Caiado (Goiás)
Flávio Dino (Maranhão)
Helder Barbalho (Pará)
João Azêvedo (Paraíba)
Ratinho Júnior (Paraná)
Paulo Câmara (Pernambuco)
Wellington Dias (Piauí)
Cláudio Castro (Rio de Janeiro)
Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte)
Eduardo Leite (Rio Grande do Sul)
João Doria (São Paulo)
Belivaldo Chagas (Sergipe).
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