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domingo, 16 de maio de 2021

Wajngarten x Pazuello: qual a verdade por trás das denúncias à Veja?

Entrevista-bomba do ex-secretário de Comunicação de Jair Bolsonaro acusa Eduardo Pazuello de incompetência e ineficiência nas negociações para a compra de vacinas da Pfizer

23 de abril de 2021

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Fabio Wajngartem deixou a Secom em fevereiro e as revelações dele na Veja complicam a situação de Pazuello e até mesmo a de Bolsonaro nas investigações. (Foto: Reprodução)

O virtual presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, Omar Aziz (PSD), disse ao RealTime1, nesta sexta-feira (23), que será natural a convocação do ex-secretário de Comunicação do Governo Jair Bolsonaro, Fábio Wajngarten, após a entrevista bomba concedida por ele na edição desta semana da revista Veja e na qual acusa o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello de “incompetência e ineficiência” nas negociações com a farmacêutica Pfizer para a compra de 70 milhões de doses de vacina, em agosto.

Fontes do RealTime1 garantem que existiriam outros interesses sobre as “denúncias” feitas por Fábio à revista Veja e que ao acusar o ex-ministro Pazuello estaria dando um recado para dentro do próprio governo. Antes de deixar o cargo, Pazuello teria dito que recebeu pedidos de “pixuleco” (propina) para avançar nas negociações. O “pixuleco” seria sinônimo de propina.

Fábio Wajngarten seria convocado pela CPI justamente para explicar se sua empresa de consultoria teria participado de negociações para a compra de vacinas da AstraZeneca e se o “pixuleco” a que se referiu Pazuello seria alguma insinuação para ele.

“A CPI vai investigar fatos e é natural que esses novos fatos trazidos por integrante do governo sejam investigados. E é um fato que não foi trazido por mim ou qualquer outro senador que compõe a CPI, mas sim por alguém que, até outro dia, fazia parte do primeiro escalão do governo”, afirmou Omar Aziz.

O senador também considera que se houve, como diz Wajngarten, incompetência e ineficiência, será necessário que a investigação procure os responsáveis. Outro ponto da entrevista citado como de interesse para investigação é aquele no qual o ex-secretário – muito ligado ao presidente Bolsonaro – revela que a Pfizer começou a negociação assessorada por cinco escritórios de advocacia e a equipe de Pazuello era pequena e sem experiência.

“O Brasil tem a Advocacia Geral da União (AGU)!. Vamos saber da AGU se ela foi chamada para discutir os contratos ou não”, adiantou o senador.

A entrevista também teve, na avaliação do senador, a virtude de tirar a CPI qualquer suspeita de ação política. “As declarações do Fábio (Wajngarten), nesta entrevista à Veja, desmentem todos os bolsonaristas, esquerdistas e todos aqueles que eram contra a comissão de investigação”.

As motivações de Wajngarten também chamam atenção do senador, que acha necessário saber o porquê dele só revelar assuntos tão sérios e graves neste momento, quando o Brasil se aproxima de 400 mil mortos pela Covid-19. “Se tivesse falado ano passado, quando começou a negociação da Pfizer, teriam sido evitadas, no mínimo, 100 mil mortes”, finalizou.

A CPI começa terça-feira

A sessão de instalação da CPI, quando serão eleitos o presidente e o vice, acontece na próxima terça-feira (27), às 10h. Omar Aziz deverá enfrentar o senador bolsonarista Eduardo Girão (Podemos-CE), mas deve ser confirmado no posto com uma vitória por oito votos a três. Cabe ao presidente indicar o relator da CPI e conforme os acordos já firmados o nome para este posto é o do senador alagoano Renan Calheiros (MDB).

Texto: Gerson Severo Dantas

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