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domingo, 16 de maio de 2021

‘É urgente colocar em pratos limpos tudo o que deixou de ser feito’, frisa Omar

Futuro presidente da CPI da Covid, Omar Aziz diz a TV RealTime1 que Ministério da Saúde cometeu "erros feios" no combate ao coronavírus ao longo da pandemia.

21 de abril de 2021

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Senador deverá ser eleito presidente da CPI com oito dos 11 votos possíveis (Foto: Reprodução)

A não criação de barreiras sanitárias em janeiro de 2020, a recusa para a compra de vacinas, adoção de protocolos receitando medicamentos sem eficácia contra a Covid, bem como “erros feios” cometidos por Ministros da Saúde e que resultaram em 380 mil mortes ao longo da Pandemia no Brasil. Esses são temas que o futuro presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, senador Omar Aziz (PSD), quer ver esclarecidos ao longo do trabalho da CPI.

Para começar Omar Aziz quer saber o porquê de o Ministério da Saúde, à época dirigido pelo médico Luiz Henrique Mandetta, não estabeleceu barreiras sanitárias que pudessem impedir ou pelo menos atrasar a chegada do novo coronavírus ao País. Neste sentido ele lembra que o Governo Federal já sabia desde dezembro de 2019 da gravidade do problema, mas manteve as fronteiras abertas e deixou correr solto em janeiro e fevereiro de 2020 as festas de carnaval.

“Hoje os brasileiros não pode entrar em vários países. Os EUA são um exemplo: um brasileiro para entrar lá precisa fazer uma quarentena de 15 dias no México, mas na época (primeiro trimestre de 2020) a recíproca não foi a mesma. Então o Mandetta terá que dizer o motivo de não ter feito isso, já que esta era essa a responsabilidade do Ministério da Saúde. Ou então dizer que não fez porque recebeu ordem para não fazer”, destaca o senador.

Contrato para compra de vacinas

Outro ponto que a CPI quer explicar é o das 70 milhões de doses de vacinas oferecidas pela Pfizer em agosto de 2020. Omar lembra que o governo justifica não ter feito a compra porque o contrato tinha “cláusulas draconianas”.

“Vamos pedir para ver este contrato, o contrato com o Butantan (produtor da CoronaVac) para ver se eram draconianas mesmo”, analisou, confirmando que dirigentes da Pfizer, do Butantan e de outros laboratórios serão chamados para depor na CPI.

Na entrevista que concedeu a TV RealTime1, Omar afirmou que isolamento social é uma técnica simples e conhecida para barrar a circulação de vírus, mas não foi adotada pelo governo num erro crasso. Omar chegou a lembrar que as mães de antigamente, quando um filho pegava catapora, sarampo, rubéola, caxumba, a primeira coisa que fazia era isolar o doente no quarto, alertar os irmãos para não pegar nas coisas deles e assim não parar a disseminação da doença em casa.

“Isso é o isolamento social, não foi criado agora. O Ministério da Saúde, que tem a obrigação de ter em seus quadros os melhores infectologistas para criar políticas públicas macro não fez isso porque”, questionou o senador, acrescentando que o resultado de erros como esse são as 380 mil mortes registradas ate agora e que no dia da instalação da CPI serão 400 mil.

Ritos da eleição

A sessão de instalação da CPI, quando serão eleitos o presidente e o vice, acontece na próxima terça-feira (27), às 10h. Omar Aziz deverá enfrentar o senador bolsonarista Eduardo Girão (Podemos-CE), mas deve ser confirmado no posto com uma vitória por oito votos a três. Cabe ao presidente indicar o relator da CPI e conforme os acordos já firmados o nome para este posto é o do senador alagoano Renan Calheiros (MDB).

Texto: Gerson Severo Dantas

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