quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Vereador quer punição para quem promover eventos clandestinos

Projeto de lei de Amon Mandel vai proibir a concessão de descontos em impostos municipais, como o IPTU, para contribuintes que promovam aglomeração
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O vereador Amom Mandel (Pode) prometeu, nesta segunda-feira (29), que vai apresentar um projeto de lei proibindo a concessão de descontos no Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) – ou qualquer outro imposto municipal – a pessoas física ou jurídicas flagradas promovendo festas e eventos clandestinos.

“É apenas assim, mexendo no bolso que as pessoas começam a se mexer e respeitar a lei e a sociedade”, disse Amom.

A discussão sobre as festas clandestinas foi o principal assunto na sessão plenária desta segunda, na Casa Legislativa.

Com o intuito de defender a manutenção de abertura do comércio e ampliação, ainda mais, dos horários de funcionamento dos mesmos, os vereadores ressaltaram que essa categoria não causa aglomeração e sim as festas clandestinas.

Desde que o Governo do Amazonas permitiu a reabertura de serviços e comércio não essencial em Manaus, vários vereadores comemoram com a justificativa de que, a partir disso, a economia voltaria a “respirar”. No entanto, com essa reabertura, segundo eles, muitas pessoas não respeitam o decreto e têm realizado festas clandestinas com aglomerações o que pode causar um novo colapso no sistema de saúde.

“O que me deixa mais triste é que os influenciadores estão envolvidos nisso, influenciando de forma errada, como se dissessem assim: ‘fiquem em casa que eu vou aglomerar’. A polícia, desde ontem, já está entrando nos grandes condomínios para identificar os culpados, e [espero] que não coloquem a culpa nos restaurantes e salões de beleza, por que [muitos] estão comparando a permissão de estar nesses estabelecimentos com festas clandestinas”, criticou o vereador Elissandro Bessa (Solidariedade).

O vereador Eduardo Assis (Avante) também pontuou que os responsáveis por esses eventos não autorizados sejam punidos e que os “pobres” não sejam punidos. “Você se questiona: será se a 3ª onda vai vir? Você tem dúvida? Essas pessoas que estão organizando essas festas são verdadeiras assassinas. Quantos de nós perderam familiares e amigos, por irresponsabilidades de terceiros?”, questionou.

O vereador William Alemão (Cidadania), que é empresário, pediu que os profissionais de cultura não fossem comparados com quem realiza tais festas. “Fico indignado com grupos que fazem questão de levantar que isso [festas clandestinas] é coisa de profissionais de eventos”, disse.

Texto: Milena Soares

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