quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Serafim repudia decreto de Bolsonaro que cancelou lutos oficiais passados

Decreto de Jair Bolsonaro que cancelou 25 lutos oficiais de personalidades brasileiras foi criticado pelo deputado estadual Serafim Corrêa, que divulgou também nota do PSB.
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Deputado estadual pelo PSB, Serafim Corrêa repudiou, em sua conta na rede social do Twitter, o decreto do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), que cancelou lutos oficiais feitos no passado em homenagem a personalidades históricas do País. No último dia 27, o presidente revogou 25 lutos oficiais editados por ex-presidentes.

“Repúdio contra as agressões às memórias de Miguel Arraes, Dom Helder Câmara e Barbosa Lima Sobrinho”, postou Serafim, citando algumas personalidades que tiveram luto oficial cancelado com o decreto.

Na postagem, o parlamentar anexou, ainda, a nota oficial do PSB contra a medida do chefe do executivo nacional. Conforme a nota, o partido repudia veementemente “a revogação, por ação da presidência da República, de decretos de pesar pela morte de grandes personalidades brasileiras, especialmente as de clara orientação democrática e humanista – casos do ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes (1916-2005), de Dom Hélder Câmara (1909-1999) e de Barbosa Lima Sobrinho (1897-2000)”.

O PSB condena o que classifica como viés político-ideológico da decisão de Bolsonaro para “desconstruir a memória nacional, para então enaltecer fatos históricos de caráter reacionário e instituir um panteão de lideranças que convenha a sua doutrina obscurantista de extrema-direita”.

“No que se refere especialmente a Miguel Arraes e a Dom Hélder, ao desmerecê-los do ponto de vista histórico-institucional, Jair Bolsonaro comete uma afronta infame a pessoas simples do Brasil em geral e do nordeste brasileiro em particular, que sempre encontrou nessas lideranças a expectativa de uma vida melhor e mais digna, de emancipação da injustiça, valores e preceitos que o atual governo não apenas despreza, como combate com todas as suas forças e instrumentos”, diz ainda a nota.

Texto Emerson Medina

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