Na busca pela paz e harmonia entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deve se reunir na próxima semana com os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).
A tentativa de estabelecer uma trégua ocorre semanas após o presidente da República chamar o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, de “idiota” e “imbecil” e atacar diretamente o vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL). Bolsonaro chegou a afirmar também que sem voto impresso as eleições de 2022 não seriam realizadas, atacando também o ministro do STF, Alexandre de Moraes, relator do inquérito dos atos antidemocráticos.
A reunião que deve selar a paz entre os poderes já havia sido adiada, quando Bolsonaro precisou ser internado por problemas intestinais. Ele já havia conversado anteriormente com o ministro Luís Fux, no dia 12 de julho, porém, sem grandes resultados na aproximação, já que dias após a conversa, o presidente voltou a tecer comentários antidemocráticos.
Mesmo com a tentativa de paz a ser selada, Bolsonaro ainda estará nas mãos dos demais poderes, já que há em curso as investigações na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, no Senado, e o STF busca conferir se houve interferência indevida nas atividades da Polícia Federal (PF), além dos pedidos de impeachement que Lira busca segurar na Câmara.
Com informações da UOL
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