O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) visitou, ontem (12), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux e, além de confirmar o nome de André Mendonça para a vaga que abrirá este mês, pediu um tempo a mais para apresentar provas do que ele tem disseminado entre seus apoiadores: de que é possível fraudar o sistema de voto eletrônico.
Sem divulgar o nome de quem o acompanharia para apresentar tais provas, Bolsonaro limitou-se a dizer que a pessoa que “provaria as falhas na segurança das urnas eletrônicas” está com Covid-19.
Quem esteve na saída do STF, percebeu um Bolsonaro mais calmo, tanto que ele mesmo se autodenominou ‘Jairzinho Paz e Amor’ ao conversar com jornalistas e, sem mencionar diretamente o nome do ministro Luís Roberto Barroso, disse que só tinha “problemas com um ministro” no local porque, segundo o presidente, Barroso teria um “ativismo legislativo que não é concebível na questão do voto impresso”.
Barroso preside o Tribunal Superior Eleitoral que, na última sexta (9), inclusive, emitiu uma nota rememorando as disputas eleitorais desde a implantação da urna eletrônica, destacando que o sistema é “íntegro e permite alternância de poder”. A nota veio após mais um episódio de descontrole do presidente que, para defender o voto impresso e auditável, chamou Barroso de “imbecil e idiota”.
Texto: Rosianne Couto, com informações do Congresso em Foco
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