quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Plínio e Braga divergem sobre abertura da CPI do MEC só após as eleições

Eduardo Braga lamenta decisão do presidente do Senado em adiar CPI do MEC. Já Plínio Valério comemora decisão e anúncio de que a CPI das ONGs também deve sair do papel.
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Plínio Valério já havia pressionado o Senado para CPI das ONGs sair antes da CPI do MEC e Eduardo Braga assinou pela investigação da pasta da Educação (Foto: Reprodução)
Plínio Valério já havia pressionado o Senado para CPI das ONGs sair antes da CPI do MEC e Eduardo Braga assinou pela investigação da pasta da Educação (Foto: Reprodução)

Os senadores Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB) se manifestaram de forma divergente, nesta terça-feira (5), sobre a decisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em adiar para depois das eleições a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar desvios e tráfico de influência no Ministério da Educação (MEC).

Rodrigo Pacheco anunciou a medida em acordo com lideranças do Senado nesta terça-feira, admitindo para após as eleições a leitura de outras Comissões como a do crime organizado no Norte, Nordeste, a das Obras Inacabadas e a das ONGs da Amazônia, esta última de autoria do tucano Plínio Valério.

O senador disse que a decisão de Rodrigo Pacheco evitou a criação de “palanque” para a oposição.

“Acertada decisão dos líderes e Rodrigo Pacheco de evitar palanque e só instalar a CPI do MEC após as eleições. E a boa notícia de que nossa CPI das ONGs será também instalada depois de tanto tempo criada”, disse Plínio Valério.

Eduardo Braga, que assinou, junto com o senador Omar Aziz (PSD), requerimento pela aprovação da CPI, disse em resposta ao RealTime1 que “lamenta a decisão do presidente do Senado” e que a Comissão do MEC é “um importante instrumento para esclarecer todos os fatos relativos às suspeitas de privilégios dentro do Ministério da Educação”.

Omar Aziz, do mesmo partido do presidente do Senado, não respondeu à reportagem até o fechamento desta edição e nem se manifestou em suas redes sociais sobre o tema.

Texto: Emerson Medina

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