Dos três senadores amazonenses no Senado Federal, apenas Omar Aziz (PSD) assinou o requerimento de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a suspeita de corrupção no Ministério da Educação. Os senadores Plínio Valério (PSDB) e Eduardo Braga (MDB) não assinaram o pedido de CPI.
Se o requerimento for aprovado, o Senado vai apurar a existência de um gabinete paralelo operado pelos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura dentro do MEC. Conforme divulgado pelo Estadão, o esquema teria o envolvimento de cobrança de propina para liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) a prefeituras.
Prefeitos relataram que os religiosos pediam contrapartida em ouro, dinheiro e até compra de Bíblias.
Assinaturas
O requerimento de abertura da CPI do MEC é do senador amapaense Randolfe Rodrigues (Rede). O pedido recebeu apoio de 27 senadores. Agora, a abertura da comissão depende de decisão do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
O senador Plínio Valério disse que só vai assinar um pedido de instalação de CPI quando o requerimento de instalação da CPI das ONGs for deliberado pela presidência do Senado. De acordo com ele, a proposição de CPI dele já tem as assinaturas necessárias.
“Não assinei a CPI como não assinarei nenhuma CPI e não assinarei nenhuma outra CPI, enquanto a CPI das ONGs não for instalada. A CPI das ONGs estava pronta para ser instalada e o Barroso mandou instalar a da Covid. Não vou colaborar para que seja atropelada de novo”, enfatizou Plínio.
O RealTime1 entrou em contato com o senador Eduardo Braga, mas, até a publicação da matéria, não obteve retorno.
Texto: Jefferson Ramos
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