quarta-feira, 23 de setembro de 2026

O futuro incerto da reforma eleitoral assusta políticos tradicionais

O fim das coligações partidárias em 2020 foi considerado um avanço. Mas algumas características ainda precisariam ser ajustadas e algumas deformidades continuam a existir.
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Jovens e crianças são "órfãos da Covid"
País precisa ter programa para atender crianças e jovens órfãos da Covid-19 (Foto: Divulgação)

O fim das coligações partidárias em 2020 foi considerado um avanço pela maioria dos parlamentares amazonenses ao complexo sistema eleitoral brasileiro, mas algumas características ainda precisariam ser ajustadas.

De acordo com especialistas, algumas deformidades continuam a existir. Vide o caso, de 49 candidatos tiveram melhor desempenho do que o último vereador eleito, Peixoto (PTC) que obteve apenas 2.450 votos.

Para eleger um vereador em Manaus o partido precisaria de pelo menos 23.878 votos.

De onde surge este número: divide-se os votos válidos recebidos pelos candidatos e partidos concorrentes pelo número de 41 vagas. Foram 979.014 votos válidos. O resultado da divisão é o quociente eleitoral.

Alguns partidos foram favorecidos por um detalhe novo da última reforma onde, havendo sobras de vagas após a distribuição para quem atingiu o quociente eleitoral, todos os partidos participam da distribuição dessas vagas, mesmo aqueles que não atingiram o quociente eleitoral, como DEM, PP e PCdoB.

Aqui está o grande debate em Brasília: manter esta brecha ou não.

Dois exemplos simples são José Ricardo e Vanessa Grazziotin. Neste caso, mesmo que coloquem vários nomes na chapa do PT e do PCdoB, não se elegeriam, apesar de obterem mais de cem mil votos, com o fim desta “janela”.

Da redação

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