Mesmo sob protestos, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mostrou, nesta sexta-feira (23), satisfação em receber o título de Cidadão Amazonense durante a inauguração da segunda etapa do Centro de Convenções Vasco Vasques. No discurso de agradecimento, ele negou erros no combate a pandemia no Estado e afirmou que se a esquerda tivesse no poder o País estaria hoje em “lockdown”, dando a entender que o isolamento social receitado pelos especialistas em pandemia é algo ruim para o combate do vírus.
Bolsonaro se pronunciou após receber o título de “Cidadão Amazonense” das mãos do governador do Amazonas, Wilson Lima, e do presidente da Assembleia Legislativa (ALEAM), Roberto Cidade. Bolsonaro chamou para o palco o deputado estadual Delegado Péricles, autor do projeto que concedeu a ele a honraria de ser amazonense.
Sem autocrítica, ele negou que o Governo Federal tenha cometido erros diante do avanço da doença e garantiu que fez muito pelo Estado que enfrentou a pior crise de desabastecimento de oxigênio hospitalar durante o pico da segunda onda da Covid-19. Essa crise foi um dos motivos para a criação da CPI da Covid no Senado.
“Esse título [de cidadão] é um reconhecimento da grande maioria da Assembleia Legislativa, da parceria que tem o governo federal com o estado do Amazonas. Fizemos a diferença, o Brasil começou a sair das garras da nefasta esquerda brasileira. Imagine essa pandemia com o Haddad presidente da República? Estaria em um lockdown nacional. Graças a Deus isso não aconteceu”, disse.
‘Chorando se foi mesmo’
Um dos momentos mais icônicos e de constrangimento do evento aconteceu quando o ministro do Turismo, Gilson Machado, garantiu que tocaria na sanfona dele uma música da banda amazonense Carrapicho.
No entanto, o ministro confundiu tragicamente as ideias e tocou a famosa canção “Chorando se foi” da banda franco-brasileira Kaoma, especializada em lambada. Ao final, o ministro ainda teve a infeliz coragem de afirmar que sabia sim tocar uma canção da banda Carrapicho, que tinha como vocalista Zezinho Corrêa, falecido vítima de complicações por Covid-19.
O evento contou com a presença de várias autoridades locais, bem como deputados federais e ministros. Entre eles, os deputados federais Capitão Alberto Neto (Republicanos), Delegado Pablo (PSL), Atíla Lins (PP) e Silas Câmara (Republicanos).
Acompanharam também os ministros da Cidadania, João Roma; do Turismo, Gilson Machado; e da Saúde, Marcelo Queiroga.
Texto: Milena Soares
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