quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Novo amazonense, Bolsonaro nega erros e critica isolamento social

Em sua visita à capital para inaugurar a segunda etapa do Centro de Convenções Vasco Vasques, Bolsonaro recebeu a honraria e agora é cidadão amazonense.
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Mesmo sob protestos, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mostrou, nesta sexta-feira (23), satisfação em receber o título de Cidadão Amazonense durante a inauguração da segunda etapa do Centro de Convenções Vasco Vasques. No discurso de agradecimento, ele negou erros no combate a pandemia no Estado e afirmou que se a esquerda tivesse no poder o País estaria hoje em “lockdown”, dando a entender que o isolamento social receitado pelos especialistas em pandemia é algo ruim para o combate do vírus.

Bolsonaro se pronunciou após receber o título de “Cidadão Amazonense” das mãos do governador do Amazonas, Wilson Lima, e do presidente da Assembleia Legislativa (ALEAM), Roberto Cidade. Bolsonaro chamou para o palco o deputado estadual Delegado Péricles, autor do projeto que concedeu a ele a honraria de ser amazonense.

Sem autocrítica, ele negou que o Governo Federal tenha cometido erros diante do avanço da doença e garantiu que fez muito pelo Estado que enfrentou a pior crise de desabastecimento de oxigênio hospitalar durante o pico da segunda onda da Covid-19. Essa crise foi um dos motivos para a criação da CPI da Covid no Senado.

“Esse título [de cidadão] é um reconhecimento da grande maioria da Assembleia Legislativa, da parceria que tem o governo federal com o estado do Amazonas. Fizemos a diferença, o Brasil começou a sair das garras da nefasta esquerda brasileira. Imagine essa pandemia com o Haddad presidente da República? Estaria em um lockdown nacional. Graças a Deus isso não aconteceu”, disse.

‘Chorando se foi mesmo’

Um dos momentos mais icônicos e de constrangimento do evento aconteceu quando o ministro do Turismo, Gilson Machado, garantiu que tocaria na sanfona dele uma música da banda amazonense Carrapicho.

No entanto, o ministro confundiu tragicamente as ideias e tocou a famosa canção “Chorando se foi” da banda franco-brasileira Kaoma, especializada em lambada. Ao final, o ministro ainda teve a infeliz coragem de afirmar que sabia sim tocar uma canção da banda Carrapicho, que tinha como vocalista Zezinho Corrêa, falecido vítima de complicações por Covid-19.

O evento contou com a presença de várias autoridades locais, bem como deputados federais e ministros. Entre eles, os deputados federais Capitão Alberto Neto (Republicanos), Delegado Pablo (PSL), Atíla Lins (PP) e Silas Câmara (Republicanos).

Acompanharam também os ministros da Cidadania, João Roma; do Turismo, Gilson Machado; e da Saúde, Marcelo Queiroga.

Texto: Milena Soares

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