Em Manaus para participar de mais uma motociata neste sábado (18), o presidente Jair Bolsonaro (PL) se encontrou com apoiadores e percorreu áreas da Zona Oeste e Centro-Sul. O desfile acontece três dias após o jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira serem encontrados mortos, que faz o ato político ser considerado uma afronta por políticos da oposição.
O presidente – sem capacete e com Coronel Menezes (PL) na garupa – estava escoltado por agentes da Polícia Rodoviária Federal e evitou o percurso até a Bola da Suframa, no Distrito Industrial, alvo dos seus constantes ataques, como a redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Depois de percorrer uma das principais avenidas da capital, Bolsonaro chegou ao Centro de Convenções – Sambódromo, onde participa de um congresso da Igreja da Restauração.
Frustração de apoiadores
Com percurso alterado, muitos ficaram à espera do presidente sem saber que ele não passaria mais pelo local informado. O desencontro começou cedo, quando algumas pessoas foram até o aeroporto para recebê-lo, mas não conseguiram.
Foi o caso da apoiadora Elide Lima, que relatou a frustração no perfil de uma rede social de Menezes. “Eu não pude vê-lo. Esperei desde 8h40 até 11h. Convidam a gente pra receber o presidente e nos deixam a ver navios”, reclamou.
Proselitismo político
Oposicionista ferrenho do presidente, o deputado federal Marcelo Ramos (PL), segue criticando a visita do presidente à capital amazonense.
Em nota divulgada no início desta noite, o parlamentar amazonense acusa Bolsonaro de usar a motociata para fazer “proselitismo político e campanha antecipada”.
Leia a nota na íntegra:
Ao contrário do se que esperava, o presidente Jair Bolsonaro não veio ao Amazonas se desculpar com as famílias de Bruno Pereira e Dom Phillips, assassinatos brutalmente em Atalaia do Norte.
Não veio anunciar nenhuma ação para a segurança pública ou de combate à fome, ou qualquer outro benefício à população, nem mesmo para falar que voltaria atrás nas ações que seu governo tem adotado contra a Zona Franca de Manaus.
Veio mesmo fazer proselitismo político e campanha eleitoral antecipada.
Marcelo Ramos
Da Redação
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