quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Em manifesto, comunidade científica apoia a eleição de Lula neste 2º turno

Na carta, pesquisadores afirmam que a gestão do petista deu continuidade e consolidou as bases para o "desenvolvimento fraterno, educado, científico e tecnológico" do país.
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cientistas apoiam Lula
Entre os pesquisadores do Amazonas que apoiam o manifesto estão Ennio Candotti (à esquerda), Marilene Corrêa (no centro) e Marcus Barros (à direita) (Foto: Reprodução)

Grupo formado por 700 pesquisadores assinaram um manifesto da comunidade científica em apoio à candidatura do ex-presidente Lula (PT) neste 2º turno da disputa presidencial.

Entre os apoiadores estão o presidente de honra da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e diretor do Museu da Amazônia, Ennio Candotti; o ex-reitor da Universidade Federal do Amazonas e médico Marcus Barros; e a professora Marilene Corrêa, ex-reitora da Universidade do Estado do Amazonas.

Ao justificar o apoio, cientistas destacam que o governo Lula, de 2003 a 2010, deu continuidade e consolidou as bases para o “desenvolvimento fraterno, educado, científico e tecnológico” no país.

“Apoiamos a formação da ampla frente de forças políticas que Lula reuniu em torno de sua candidatura. A iniciativa está comprometida com a democracia e a igualdade e será importante para a implementação das políticas científica, tecnológica, de meio ambiente, educacional, de saúde e cultural do novo governo. Uma página repulsiva de nossa história será virada em 30 de outubro, mas não esquecida”, diz trecho da carta.

Críticas à gestão Bolsonaro

O documento também contém críticas à gestão Jair Bolsonaro (PL), principalmente no enfrentamento à pandemia de Covid-19. O texto diz que o governo atual “fomenta a ignorância contra a razão, devastar os ambientes e o viver juntos em nossa terra”.

A carta condena Bolsonaro por tratar a Covid-19 e suas vítimas com desprezo, estimulando o uso de terapias e medicamentos sem comprovação científica. O documento cita que muitos dos óbitos pela doença poderiam ter sido evitados se as “indicações de cientistas e sanitaristas tivessem prevalecido ao terraplanismo das orientações de Governo”.

Confira o documento aqui.

Texto: Larissa Cavalcante

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