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terça, 15 de junho de 2021

Bolsonaro é reincidente ao recomendar remédio ineficaz, lembram cientistas

Cláudio Maierovitch e Natalia Pasternak lembraram que o presidente tornou lei o uso pelo SUS da fosfoetanolamina, substância ineficaz contra o câncer.

11 de junho de 2021

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Cientistas criticaram o uso da cloroquina no chamado tratamento precoce defendido pelo Ministério da Saúde (Foto: Agência Senado)

O Governo de São Paulo gastou mais de R$ 10 milhões em pesquisas com medicamento sem eficácia contra o câncer, defendido pelo então deputado federal Jair Bolsonaro, que aprovou em 2016 uma lei para introduzir no Sistema Único de Saúde (SUS) a fosfoetanolamina sintética, substância desenvolvida por um pesquisador da Universidade de São Paulo que divulgava possíveis efeitos benéficos contra a doença.

Médico sanitarista e ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Cláudio Maierovitch criticou a recomendação de um remédio anti protozoário (cloroquina) para tratar uma doença viral, no caso a Covid-19, e lembrou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi um dos entusiastas da fosfoetanolamina como um remédio eficaz e barato para tratar uma doença complexa como o câncer, gerando uma comoção popular que depois foi frustrada pela ineficácia comprovada por pesquisas científicas.

A bióloga Natalia Pasternak acrescentou que especificamente sobre a fosfoetanolamina o governo de São Paulo dispendeu dinheiro público que poderia ser usado em outras áreas devido a essa comoção popular em relação a substância, que sequer era um medicamento.

“Era uma substância desenvolvida em laboratório para outros fins, mas que depois provou-se ineficaz. Foi dinheiro público gasto ali e, agora, com cloroquina”, afirmou Pasternak.

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