quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Contrariando Lula, Bolsonaro sai em defesa de Reforma Trabalhista de Temer

Até não muito tempo atrás, Bolsonaro tentou aprovar uma minirreforma trabalhista. Maioria na bancada federal do Amazonas diz ser contra revogação da Reforma Trabalhista.
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Bolsonaro

Após o ex-presidente Lula e lideranças do PT saírem em defesa da revogação da Reforma Trabalhista e de outras medidas, como o teto de gastos, o presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu, nesta segunda-feira (17), a reforma trabalhista aprovada no governo Michel Temer (MDB). No entanto, o chefe do executivo também tentou aprovar uma minirreforma.

“O governo Temer fez uma pequena reforma trabalhista. Não tirou direito de nenhum trabalhador. Mente quem fala que a reforma trabalhista do Temer retirou direito de trabalhador, até porque os direitos estão lá no art. 7º da nossa Constituição; não podem ser alterados”, afirmou Bolsonaro em entrevista à Rádio Viva FM de Vitória (ES).

“Foi uma flexibilização, deu um impulso, no governo Temer, essa reforma. Tanto é que tivemos já um saldo positivo [na geração de empregos] no governo Temer”, continuou o mandatário.

Bolsonaro declarou que houve um saldo positivo de empregos em 2019, primeiro ano de seu governo, mas a pandemia “lamentavelmente” prejudicou a trajetória de geração de empregos.

Sem especificar como, o chefe do Executivo Federal disse ainda que a inflação vai baixar em 2022, após ter fechado o ano de 2021 com aumento de 10,06%, a maior taxa desde 2015, quando foi de 10,67%.

Bolsonaro também tentou aprovar nova reforma trabalhista em 2021

O presidente tentou aprovar a Medida Provisória 1.045, que criaria o novo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e promoveria uma minirreforma na legislação trabalhista, que havia sido reformulada em 2017 por Temer.

No entanto, em setembro do ano passado, em um placar de 47 votos a 27, a proposta foi arquivada pelos senadores. Eduardo Braga (MDB), Omar Aziz (PSD) e Plínio Valério (PSDB) foram três dos senadores que votaram contra a proposta e a favor da manutenção de direitos dos trabalhadores.

A derrubada da MP pelos senadores impediu uma série de alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), restrições ao acesso à justiça gratuita, extensão da jornada de categorias diferenciadas, como trabalhadores de minas terrestres, entre outras medidas propostas pelo governo Bolsonaro.

A reforma trabalhista

Aprovada há quatro anos, em novembro de 2017, a reforma trabalhista prometia multiplicar os empregos no Brasil. A aposta na flexibilização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) tinha o objetivo de criar um ambiente mais seguro judicialmente e atrativo para as empresas.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entretanto, mostra o contrário: depois de quatro anos, o total de desempregados subiu de 12,6 milhões, no fim daquele ano, para 13,2 milhões no terceiro trimestre de 2021.

Maioria na bancada federal do AM é contra revogação da Reforma Trabalhista

Recentemente, o RealTime1 ouviu a opinião dos deputados federais e senadores que formam a bancada federal no Amazonas no Congresso Nacional. Entre os oito deputados, a grande maioria se diz contra a revogação da reforma trabalhista.

No senado, senadores se dizem a favor de qualquer mudança que represente melhorias para os trabalhadores brasileiros.

Texto: Isac Sharlon, com informações do Metrópoles.

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