Todo o caos que Manaus tem vivido há quase uma semana, incluindo a falta de oxigênio nas unidades hospitalares, ainda não foi suficiente para sensibilizar o presidente Jair Bolsonaro na priorização do Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19.
Não há expectativas de quando Manaus conseguirá respirar, literalmente, aliviada.
Exemplo disso foi a quantidade reduzida das doses destinadas para a capital amazonense, que mesmo em meio ao colapso da saúde, sequer conseguirá imunizar os profissionais que estão na linha de frente do combate ao coronavírus, quiçá a população.
Responsável pela distribuição das vacinas para a capital e os 61 municípios do interior, o governo do Estado está sendo obrigado a respeitar as diretrizes determinadas pelo Ministério da Saúde.
A determinação é respeitar as prioridades da primeira fase do plano. E a prioridade das prioridades é promover a vacinação dos índios aldeados do Estado.
Maior população indígena do Brasil
O Amazonas possui a maior população indígena do Brasil, com aproximadamente 240 mil índios.
Das 250 mil doses destinadas ao Amazonas, portanto, 211.348 estão sendo destinadas aos municípios para a imunização dos 100.642 indígenas que vivem em aldeias.
Para a distribuição das doses foi respeitada a prioridade número um do Plano de Imunização, os indígenas aldeados indicados pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde.
Portanto, para atender aos indígenas e minimizar a pandemia do Estado, imunizando pelo menos o segundo grupo prioritário da primeira fase: os profissionais de saúde que estão na linha de frente do combate, seriam necessárias 181.350 doses.
Para amenizar esse “equívoco” Manaus aguarda a chegada das 50 mil doses de vacinas prometidas pelo governador de São Paulo, que só será suficiente para imunizar 25 mil profissionais de saúde e que ainda devem ser divididas para todos os municípios.
O Amazonas possui hoje, segundo o levantamento feito pelo governo do Estado, uma população de 86.357 trabalhadores da saúde.
Da Redação
Leia Mais: