Na lista dos 100 políticos que mais protocolaram pedidos de censura a veículos de comunicação, o Amazonas ganha destaque nacional. O pré-candidato ao Governo do Amazonas em 2022 Amazonino Mendes (sem partido) aparece no topo do ranking geral da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), na classificação por “autor dos pedidos”, com 35 pedidos de censura à mídia brasileira.
O levantamento é feito pela Abraji, por meio do projeto Ctrl+X, que mapeia, desde 2015, as tentativas de censura a veículos de mídia no Brasil.
Na categoria política, em que constam os pedidos individuais de cada político, Amazonino tem 28 pedidos para retirada de conteúdos em meios de comunicação mapeados pelo Abraji.
Além desses, constam mais seis pedidos juntamente com Bosco Saraiva (Solidariedade), que foi seu vice-governador no mandato tampão no período de 2017/2018
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Mais de 5 mil pedidos de censura à imprensa
Desde a criação, em junho de 2015, a plataforma da Abraji já mapeou 5.509 pedidos de censura a veículos de comunicação no país.
Desse total, Amazonino, mesmo sem mandato desde 2018, tem 35 pedidos, conforme mostra a imagem abaixo.

Amazonino ultrapassa, inclusive, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em números de pedidos de censura à mídia informativa. Na classificação geral, Amazonino fica atrás apenas do Ministério Público Eleitoral, que aparece com 43 pedidos.
Principais alegações e formatos dos conteúdos
Entre as principais alegações dos autores dos pedidos estão: difamação, com 4.075 pedidos, representando 77% do total; violação à legislação eleitoral, com 1.873, representando 35% do total; e violação à privacidade, com 400, equivalente a 7%.
Os conteúdos em formato de texto são os campeões entre os pedidos, sendo 4.180, representando 79% do total, seguido do formato em vídeo, com 1.070, equivalente a 20%; e foto, com 849, 16% do geral.
Na classificação geral de pedido com base na unidade de federação, o Amazonas figura na 4ª posição, com 263 pedidos, atrás apenas do Rio de Janeiro, com 360; Paraná, com 360; e São Paulo, com 1707.
Texto: Isac Sharlon
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