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sexta, 27 de maio de 2022

Amazonino e Arthur, juntos: 104 anos de atividade política no Amazonas

Arqui-inimigos no passado e com trajetórias um tanto diferentes, os dois se unem agora para disputar mais uma eleição: Amazonino quer o Governo e, Arthur, o Senado.

6 de maio de 2022

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Unindo o tempo que ambos possuem de mandato no Amazonas, ultrapassam meio século (Foto: Divulgação)

A aliança política entre Arthur Virgílio (PSDB) e Amazonino Mendes (Cidadania) – que já foram arqui-inimigos no passado – deve ser oficializada no próximo sábado (7) pelos dois partidos, que vão se unir em federação para atuar como uma só legenda por, no mínimo, quatros anos. Juntos, os dois representam a aliança mais antiga entre dois políticos vivos.

Somados, são 104 anos de atividade política. Unindo o tempo que ambos possuem de mandato no Amazonas, ultrapassam meio século.

Arthur passou mais tempo no Legislativo como deputado federal e senador, embora tenha duas passagens pela prefeitura de Manaus. Já Amazonino foi senador apenas por dois anos e dedicou praticamente toda sua vida política ao Executivo.

Arthur caminhou mais pelo Legislativo

Arthur passou mais tempo no Legislativo como deputado federal e senador, embora tenha duas passagens pela prefeitura de Manaus, sendo a última de 2013 a 2021.

Arthur também foi ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República durante o Governo Fernando Henrique. Em 2003, foi líder da bancada do PSDB no Senado e como um dos líderes da oposição, foi um dos críticos mais firmes do governo do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.

Curiosamente, nessa mesma época, apesar da intensa oposição que mantinham, Lula não só respeitou a Zona Franca de Manaus como admitiu a Arthur Virgílio Neto, à Ordem do Mérito Militar no grau de Grande-Oficial Especial.

Amazonino fez o caminho inverso

Já Amazonino trilhou caminho inverso e só esteve no legislativo por dois anos, de 1º de fevereiro de 1991 até 31 de dezembro de 1992, quando deixou o cargo de senador para assumir como governador do Amazonas eleito em 1 de janeiro de 1993.

Suas administrações à frente da prefeitura de Manaus e do governo do Amazonas foram marcadas por obras, ações sociais e também polêmicas, principalmente em relação a propostas, muitas vezes consideradas mirabolantes, como as mil creches e carretas de distribuição de internet para áreas de periferia de Manaus.

No campo “ideológico” nacional, Amazonino não tem alinhamento definido. Exemplo disso foi 2018, quando, mesmo estando no PDT de Ciro Gomes, anunciou apoio a Jair Bolsonaro para presidente.

Durante sua atual construção de alianças, Amazonino se mostrou aberto à possibilidade de fazer palanque a Lula, que não se concretizou apenas pelo fato da divergência e oposição dos líderes esquerdistas e apoiadores de Lula no Amazonas.

Arthur x Amazonino

Apesar de sua história política e imagem serem ligadas ao PSDB, partido do qual é um dos fundadores desde 1989, Arthur Neto sempre esteve em partidos de esquerda ou centro-esquerda.
Depois de sair da clandestinidade, em 1978, ingressou no MDB, o partido de oposição a ditadura onde foi filiado de 1969 a 1979 e foi candidato pela primeira vez em 1978, a deputado federal, ficando na suplência.

O primeiro mandato viria apenas em 1982, eleito deputado federal, pelo PMDB.
Em 1986, já no PSB, Arthur disputou e perdeu a eleição para o governo do Amazonas contra Amazonino Mendes, hoje seu aliado.

Ideologia?

DNA ou ideologia partidária é o que não se pode atrelar a Amazonino Mendes já que, ao longo de sua carreira política, não se incomodou em ir da esquerda para a direita ou tomou caminho inverso quando lhe foi de interesse.

O ex-governador lidera o ranking de políticos que mais trocaram de partido no Amazonas: nove ao todo, sem contar o tempo de militância no Partido Comunista Brasileiro durante o período da ditadura militar.

Ao contrário do que muitos pensam, o primeiro partido oficial de Amazonino não foi o PMDB, pelo qual foi indicado prefeito de Manaus em 1983 e governador em 1986.

Em 1962, ainda estudante de Direito, Amazonino foi candidato a deputado estadual pelo PL, mas sem conseguir êxito.

Ainda governador em 1988, Amazonino migrou para a direita, ingressando seguidamente em partidos mais conservadores: PDC, PPR, PPB, PFL, e PTB.

Em 2011 ingressou no PDT pelo qual seria eleito governador tampão em 2017.

Após perder a eleição para governador em 2018, para Wilson Lima, Amazonino voltou a mudar de partido. Dessa vez, aportou no Podemos e disputou a prefeitura de Manaus em 2020 perdendo para David Almeida (Avante ).

Finalmente em 2022, após flertar com vários partidos, inclusive o PSDB de Arthur Neto, Amazonino definiu sua nova morada: o Cidadania. É justamente desse namoro entre Cidadania e PSDB que Amazonino e Arthur firmam aliança em busca do governo do Amazonas e da vaga para o Senado, respectivamente.

Da Redação

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