quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Adail Filho diz que radicalismo político prejudica processo eleitoral

Postulante à uma vaga na Câmara Federal, o ex-prefeito de Coari considera a polarização entre Lula e Bolsonaro extremada e diz preferir se manter "neutro".
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Apesar de ter se filiado recentemente ao Republicanos, partido que integra a base de apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL) no Congresso Nacional, o pré-candidato a deputado federal, Adail Filho, afirmou que não o apoia na disputa presidencial. O mesmo vale para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para Adail, o radicalismo político prejudica o processo eleitoral.

“A polarização em torno da disputa pela presidência também é algo prejudicial. Portanto, eu não me vejo apoiando nenhum dos candidatos porque isso estaria incentivando ainda mais a briga entre os extremistas”, disse o pré-candidato, que já têm visitado outros município do Amazonas, além de Coari, cidade de domínio da Família Pinheiro.

Quando questionado sobre quem apoiaria para o Governo do Estado, Adail Filho disse que “essa decisão será avaliada pela presidência nacional do partido. Vamos caminhar para apoiar o que acreditamos ser melhor para o Amazonas”, frisou.

Ao RealTime1, Adail confirmou ainda que, já na próxima semana, há uma prévia de que 20 cidades do interior do Amazonas sejam visitadas com o intuito de somar forças à sua candidatura.

“Eu sempre tive uma ótima relação com todos os municípios. Aonde vou, as pessoas reconhecem o meu trabalho. Elas entendem que a minha pré-candidatura é viável e necessária para o Amazonas, porque sabem que a Câmara Federal precisa de alguém que conheça as necessidades do interior e das regiões periféricas da capital”, pontuou, ressaltando que já esteve em Manacapuru e Itacoatiara, dois grandes colégios eleitorais do Estado.

Pauta atual no Congresso

Questionado sobre a redução linear de 25% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), decisão tomada por Bolsonaro, que prejudicou a competitividade da Zona Franca de Manaus (ZFM), Adail Filho foi cauteloso e reconheceu a gravidade da medida, mas sem citar exemplos, pregou também que o Estado não pode ficar mais dependente somente deste modelo econômico.

“A redução do IPI foi uma falta de respeito com os nossos trabalhadores e com todo o Estado, além de um afronta a nossa economia. Mas eu também acredito que o nosso Estado não pode depender somente da ZFM, temos que ter alternativas socioeconômicas para ter independência econômica, sem ficar à mercê de uma decisão tomada por alguém que muitas vezes não conhece a realidade daqui”, respondeu o pré-candidato.

Texto: Jefferson Ramos

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