O cientista político Carlos Santiago afirmou, na terceira entrevista da série promovida pela TV RealTime1 sobre a nova legislação eleitoral, publicada nesta sexta-feira (21), que a internet é uma ferramenta que mudou as regras de campanha e que os políticos estão tentando se adaptar para atuar em um universo ainda em exploração.
Na entrevista, Carlos Santiago destacou a importância do eleitor estar vigilante para melhorar a qualidade da nossa democracia e evitar eleger políticos que vão enveredar pela corrupção. “Tudo indica que se o eleitor não votar consciente, não perceber a importância do seu voto para melhorar a política e melhorar a gestão publica, a corrupção será maior nestas eleições”, disse.
Carlos Santiago avalia que a Justiça Eleitoral terá condições e força para conter a disseminação de informações falsas, mentiras e desinformação, como prevê artigos da resolução do Tribunal Superior Eleitoral que vai reger a eleição deste ano. “Mesmo na pré-campanha, já temos muitas informações falsas (sendo espalhadas) para atingir adversários. Contudo, a resolução e lei especifica que temos pune quem oferecer, vender notícias falsas, então acho que terá prisão e multa, mesmo que seja a mais alta autoridade do país”, avaliou.
O cientista político também falou sobre impulsionamento de conteúdos na internet e regulamentação da divulgação de pesquisas por institutos de pouca credibilidade. Nos dois casos ele ressaltou que as regras são claras e a punição virá, como já está acontecendo com o aplicativo de mensagens Telegram. “O TSE já convocou essa empresa para explicar seus mecanismos”.
Ao contrário dos demais entrevistados da série, Carlos Santiago considerou a “polarização” política algo bom para a democracia e descartou a possibilidade da violência tomar conta das ruas após o resultado.
Confira a entrevista na íntegra:
Texto: Gerson Severo Dantas
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