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quinta, 20 de janeiro de 2022

Em ano de eleição, 11 livros auxiliam no entendimento da política atual

Lulismo, bolsonarismo, lavajatismo são alguns dos assuntos abordados nas obras. Os temas são, comumente, discutidos nas rodas de conversa nas ruas Brasil afora.

10 de janeiro de 2022

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Obras literárias ajudam o eleitor a entender a conjectura atual do país (Foto: Agência Brasil)

O cenário deste início de ano eleitoral sugere a continuidade do ambiente de intensa polarização e há muito para entender e refletir acerca dos fenômenos da política nacional e seus personagens mais proeminentes.

O favoritismo nas pesquisas e a popularidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o núcleo duro formado pelos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) e a busca de setores para emplacar uma terceira via já fazem parte das rodas de conversas nas ruas Brasil afora.

Lulismo, bolsonarismo, lavajatismo são alguns dos assuntos abordados em obras que podem também ser uma oportunidade para conhecer como pensam e se apresentam posições distintas e muitas vezes antagônicas.

Além de títulos sobre a complexa conjuntura atual, consultar livros que resgatam a história eleitoral brasileira e a experiência de políticos e autores envolvidos com esse universo pode ser uma forma de aliviar a ansiedade ao longo dos meses de 2022 antes da decisão final de outubro.

Abaixo, sugestões de livros para pensar como chegamos aqui:

1) Lula, volume 1: Biografia, de Fernando Morais: A obra retrata momentos da vida de Lula desde a infância, a resistência à ditadura em meio às greves do ABC, a articulação do movimento sindical, a fundação do Partido dos Trabalhadores e a primeira campanha eleitoral em 1989. Único presidente do país de origem operária, exerceu duas gestões consecutivas e deve novamente ser candidato em 2022. O escritor Fernando Morais teve acesso direto e frequente a Lula desde 2011. Foram dezenas de horas de depoimentos que integram este projeto biográfico;

2) O Brasil dobrou à direita, de Jairo Nicolau: Apontando gráficos, dados comparativos e estatísticas, o cientista político Jairo Nicolau, um estudioso do processo eleitoral brasileiro, radiografa os números que levaram à vitória de Bolsonaro em 2018 na corrida presidencial, numa clara guinada à direita do eleitorado do país. O perfil do eleitor bolsonarista, os segmentos identificados com a extrema direita, além de questões como tempo de TV, recursos de campanha, redes sociais, voto por regiões estão presentes no livro;

3) Contra o sistema da corrupção, de Sérgio Moro: O ex-juiz e ex-ministro da Justiça de Bolsonaro lançou-se como escritor sublinhando o assunto com o qual alega ter mais intimidade: a corrupção nas esferas de poder. Moro conta sua história focada no combate ao sistema da corrupção. Além de detalhar como esse sistema funciona no Brasil, ele revela bastidores da investigação da Lava Jato. Também narra sua passagem pelo governo Jair Bolsonaro. Moro assumiu recentemente sua pré-candidatura à presidência;

4) Necropolítica, de Achille Mbembe: O conceito de necropolítica passou a circular nos debates com a ascensão da extrema-direita nacional ao poder com o triunfo de Bolsonaro em 2018. Embora o livro não trate especificamente do contexto brasileiro, a obra se aproxima da realidade nacional ao abordar o uso de armas materiais e também no terreno simbólico para subjugar determinados segmentos sociais à condição de mortos-vivos, criando “mundos de morte”, conforme o autor;

5) Abdias Nascimento, a luta na política, de Elisa Larkin Nascimento: Essencial para entender a estrutura das relações raciais dentro do meio político e na sociedade, o livro traz os pensamentos e história de Adbias Nascimento. Escritor, artista plástico, dramaturgo, deixou um legado cultural através do TEN, Teatro Experimental do Negro, das pinturas que realçam sua ligação com a cultura africana e dos livros que denunciam o racismo e a violência das relações étnico raciais no Brasil. Transcendental liderança de seu tempo e para além dele, introduziu debates que serviriam de referência para a formulação de políticas públicas em momentos posteriores, inclusive, a sua atuação parlamentar;

6) A cabeça do eleitor, de Alberto Carlos Almeida: O livro se apresenta como uma radiografia do comportamento do eleitor brasileiro e uma ferramenta para entender o resultado de diversas eleições, assim como as características decisivas de cada processo. O autor se vale de pesquisas sobre diferentes temas para estabelecer critérios que na maioria das vezes nortearia a escolha dos cidadãos nas campanhas eleitorais. Almeida mostra que a cabeça do eleitor funciona da mesma forma para qualquer eleição, seja ela municipal, estadual ou federal;

7) O ódio como política, de Esther Solano: Com textos de autores de campos de conhecimento diversos, entre os quais Silvio Almeida, a obra contextualiza a ascensão do sentimento e posições conservadoras no âmbito nacional e também internacionalmente. O avanço dos movimentos de direita e a manutenção do regime de ódio contaminando o debate político são problematizados sob variados argumentos. Trump, Brexit e a popularidade de Bolsonaro integram as complexas dinâmicas das direitas que a coletânea busca aprofundar;

8) Brasil, construtor de ruínas, de Eliane Brum: O livro reúne reportagens e artigos escritos pela jornalista ao longo dos últimos anos. Abordando as mudanças objetivas e subjetivas desde a eleição de Lula em 2002 aos cem primeiros dias do governo Bolsonaro, as páginas discorrem acerca de temas como o crescimento do voto evangélico, o racismo estrutural, o autoritarismo e a violência que marcam historicamente as relações políticas no país da direita à esquerda;

9) Manual de debate político, de Kim Kataguiri: Deputado federal eleito em São Paulo pelo Democratas e cofundador do MBL (Movimento Brasil Livre), Kataguiri defende suas premissas alinhadas ao livre mercado no decorrer de seu manual. Uma das expressões do conservadorismo no Brasil, o autor discute do comunismo soviético à social-democracia europeia. Disposto em forma de artigos, a edição tem 290 páginas e pode ser lida em ordem aleatória conforme a preferência do leitor;

10) Jornalismo Wando, de João Filho: O livro é uma seleção com o perfil de protagonistas do campo ultraconservador brasileiro. “Comentar o avanço reacionário no país sem dedicar espaço aos seus personagens, de maior ou menor grandeza, é como servir um bolo de festa sem cobertura”, diz o autor. Entre as personalidades retratadas estão Eduardo Cunha, Joice Hasselmann, Luis Miranda, Carla Zambelli, entre outros. Há dois artigos inéditos: sobre os jornalistas Alexandre Garcia e Oswaldo Eustáquio;

11) Projeto nacional: o dever da esperança, de Ciro Gomes: O livro do presidenciável expõe sua visão a respeito de questões centrais para a sociedade, sugerindo o que define como projeto nacional de desenvolvimento. Ciro percorre quase um século de história para produzir seu diagnóstico: de Vargas ao golpe de 1964, da hiperinflação dos anos 1980 ao Plano Real, do neoliberalismo às crises que geraram a queda do PT e a ascensão da extrema-direita. Reparação com povos vulnerados, justiça social, geração de oportunidades estão entre os eixos propostos pelo autor.

Fonte: UOL Educação

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