O ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, a mãe dele, Diva Carvalho de Aquino, e o escritório de advocacia tiveram os sigilos bancário e fiscal quebrados pela Justiça de São Paulo para verificar a suspeita de enriquecimento ilícito enquanto ele ocupou o cargo de secretário de Meio Ambiente do governo de Geraldo Alckimin (PSDB).
Os investigadores da Ministério Público do estado, acreditam que as informações podem dar força às apurações em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que iniciaram após a Polícia Federal apontar operações financeiras suspeitas de Salles a partir do mesmo escritório, durante o período em que exerce o cargo de ministro do Meio Ambiente no governo de Jair Bolsonaro.
Uma das bases usadas pelo MP para pedir a quebra de sigilo foram as informações declaradas pelo ministro à Justiça Eleitoral. Em 2012, enquanto disputou as eleições para vereador Salles afirmou ter R$ 1,4 milhão em bens. Já em 2013, buscando uma vaga como deputado federal, esse patrimônio seria de R$ 8,8 milhões.
O relatório do Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf), ao STF indicou que dos R$ 14,5 milhões recebidos pelo escritório de Sales em 2012, R$ 2,8 milhões foram direcionados diretamente para as contas do ministro. Essa movimentação ocorreu enquanto Salles era secretário MA em São Paulo.
Com informações da Folha de São Paulo
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