quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Omar e Braga travam luta política em torno de Yara Lins e Fausto Jr

Senadores pelo Amazonas divergiram sobre requerimentos apresentados por Omar Aziz para quebrar os sigilos de familiares da conselheira do Tribunal de Contas do Estado.
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O depoimento de hoje (30), do empresário Carlos Wizard Martins, na Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 do Senado Federal foi precedida por uma disputa aberta entre o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD), e o senador Eduardo Braga (MDB).

Os dois elevaram o tom do debate após Omar colocar em pauta, sem a antecedência de 48 horas previstas no regimento, quase 40 requerimentos pedindo quebras de sigilo telefônico e telemático (internet) de familiares da conselheira do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), Yara Lins, mãe do deputado Fausto Júnior (MDB), que depôs na CPI no dia anterior (29).

Braga levantou uma questão de ordem sobre se colocar em votação tantos requerimentos sem eles terem sido incluídos na pauta com antecedência e a justificativa para se quebrar tantos sigilos.

Omar Aziz justificou que os requerimentos visam explicar os motivos de Fausto Júnior não ter pedido o indiciamento do governador Wilson Lima no relatório final da CPI de Saúde.

A questão “paroquial” do Amazonas contaminou a maior parte do início da sessão da CPI e só encerrou quando o senador Otto Alencar (PSD/BA) propôs que os dois senadores pelo Amazonas se entendessem num encontro privado e se colocou à disposição para fazer um procedimento cirúrgico que permitisse o fim da luta entre ambos, o que desanuviou o clima e fez todos os senadores rirem da brincadeira.

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