Durante o segundo dia da COP 30, nesta terça-feira (11/11), o empresário Denis Minev, enviado especial do setor privado da Amazônia, destacou a necessidade de integrar sustentabilidade e desenvolvimento econômico.
No painel “Desbloqueando o Financiamento Climático para Agrofloresta Regenerativa”, realizado na Zona Azul (Blue Zone), Minev defendeu o uso de instrumentos financeiros e tecnológicos para impulsionar projetos de agroflorestas regenerativas e recuperação de áreas degradadas na região.
Segundo ele, a Amazônia possui cerca de 70 milhões de hectares de terras degradadas ou de baixa produtividade, que poderiam ser transformadas em áreas economicamente viáveis.
“Se a gente consegue transformar essa terra degradada em terra de alta produtividade, então ganhamos o jogo e a Amazônia pode se tornar uma região próspera”, afirmou o enviado especial.
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Desafios estruturais e caminhos econômicos
Minev avalia que o maior desafio para essa transformação está na estrutura produtiva e institucional. Ele cita a necessidade de novas formas de produção, mecanismos de financiamento de longo prazo e segurança fundiária como pontos centrais para atrair investimentos e consolidar uma economia sustentável.
Para o enviado especial, a transformação da economia amazônica depende de soluções práticas, que integrem ciência, mercado e políticas públicas.
Ele defende que tecnologias já disponíveis no país podem permitir o crescimento econômico sem ampliar o desmatamento, consolidando um novo modelo de desenvolvimento baseado na regeneração produtiva.
“A minha pauta principal é contribuir para a transformação da economia da Amazônia em economia mais sustentável e próspera. Eu gostaria que nós fôssemos muito mais ricos e que tivéssemos muito mais Amazônia. Isso será possível com as tecnologias que nós já desenvolvemos”, destacou Minev.
O empresário também participará do painel “Agenda Positiva do Agro”, promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (Conselhão), no dia 17.
O debate vai reunir representantes do governo, da pesquisa e do setor produtivo para apresentar práticas que conciliam produtividade, inovação e preservação ambiental.
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