Quase metade dos produtos empregados na construção civil no Amazonas apresentou redução de preços, entre janeiro e agosto deste ano, conforme monitoramento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). De 4.944 itens com preços monitorados pelo órgão, 2.078 tiveram diminuição ao longo do ano.
No acumulado do ano, o custo para construir no estado teve redução de 32%, conforme o monitoramento do IBGE. Apesar disso, 2,158 produtos usados para as obras de engenharia encareceram. O levantamento foi realizado pelo RealTime1, com base em planilha de preços fornecida pelo IBGE.
De 4.944 itens cujos preços são acompanhados pelo órgão de pesquisa, 2.158 tiveram aumento. Outros 45 produtos não sofreram alteração de preços entre agosto e janeiro deste ano. A maior alta foi observada em produtos como aduelas de concreto. Em janeiro, o item era comercializado pelo preço médio de R$ 3.494,11 e, em agosto, podia ser encontrado nas lojas por R$ 3.576,14.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), Frank Souza, destaca que a maioria dos produtos vem de outros estados, sobretudo da região sul e sudeste do país.
“Os principais materiais utilizados, como areia, seixo e tijolos, que são materiais minerais, são fabricados aqui mesmo no estado do Amazonas, o que facilita a logística para as empresas realizarem suas obras dentro dos prazos”, disse.
Seca na Amazônia pode impactar preços na construção civil
De acordo com o presidente do Sinduscon-AM, com boa parte dos produtos trazidos de outros estados por modal hidroviário e rodoviário, a construção teme que a estiagem prolongada acabe inflacionando os preços do segmento no Amazonas, até o final do ano.
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