O presidente do Sindicato da Industria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), Frank Souza, afirmou que o setor está otimista com o lançamento, nesta sexta-feira (11), do novo Plano de Aceleração do Crescimento (PAC3) e que prevê investimento de R$ 240 bilhões e foco na retomada de obras paradas.
“Precisamos muito de investimentos em obras, seja de infraestrutura, saneamento, rodovia, energia ou inovação. E me parece que é este o proposito do PAC, principalmente por o investimento previsto vai salar de R$ 20 bilhões ao ano par R$ 60 bilhões, três vezes mais que atualmente“, analisou Frank Souza.
Leia mais:
Mercado de crédito de carbono pode movimentar US$ 50 bi até 2030, diz estudo
Pesca esportiva: alto potencial e pacotes de até R$ 70 mil no AM
Conforme o empresário, as conversas com o segmento da construção civil apontam que nesta primeira fase haverá um grupo de obras que será definido pelos ministérios, mas posteriormente será a vez de Governo de Estado e Prefeituras definirem suas prioridades.
É nessa fase que o Sinduscon-AM aposta no crescimento da atividade e o fomento a um ciclo virtuoso de investimentos para mover a economia do Estado com mobilização de empresas e mão de obra, que na construção civil envolve a contratação de milhares de pessoas.
“Vamos torcer para que o Amazonas seja privilegiado com retomada de obras paralisadas, obras de saneamento, infraestrutura, onde nos temos um investimento muito baixo, para não dizer que não está quase parado”, revelou o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil.
Conforme dados do Painel de Obras do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, existem 68 obras financiadas com recursos do Governo Federal que estão paradas no Amazonas e representam um investimento de R$ 721,17 mi.
PPPs animam Construção Civil do Amazonas
Uma das novidades que o Governo Federal pretende trazer para o novo PAC é o investimento em obras de construção civil por meio de Parcerias Público Privadas (PPPs), quando dinheiro público e aplicado ao lado de recursos da iniciativa privada.
O modelo será adotado, principalmente, nas obras em áreas de saneamento, cuja lei geral já autoriza o ingresso de empresas privadas no setor, e também de energia limpa.
“Essa possibilidade de contar com PPPs é muito boa e acredito que este dinheiro do PAC vai trazer muitos benefícios para o Amazonas, pois é sempre importante investir em energia. Sem energia você não consegue produzir e mover o motor da economia”, afirma Frank Souza.
Mas a dificuldade de transformar o plano de investimento em realidade vai demandar também investimento público por parte das Estatais, que seriam as principais parceiras nos acordos de PPPs
“É claro que a gente torce para que isso aconteça. Mas triplicar o valor que a gente dispõe atualmente não será tão fácil assim”, avalia o presidente da Comissão de Infraestrutura da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil, Carlos Eduardo Lima Jorge.
Segundo ele, a retomada dos investimentos públicos e a previsão da inclusão de empreendimentos de menor porte no PAC estão animando o setor de infraestrutura do Brasil.