quarta-feira, 23 de setembro de 2026
ALÍVIO

Custo da construção cai no Amazonas após 42 meses

A queda de agosto foi bem inferior ao resultado em nível nacional, que somou alta de 0,18%.
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Após 42 meses de aumentos seguidos, o custo da construção no Amazonas apresentou queda em agosto. Os dados referentes a Construção Civil mostram que a queda foi de 0,2%. Desde de fevereiro de 2020, o custo médio do metro quadrado da construção não apresentava queda.

A pesquisa foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com dados referentes aos Sistema Nacional Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), que apresentou queda nos valores praticados no Estado.

A variação foi de -0,39 pontos percentuais em relação ao mês anterior. No ano, o percentual acumulado alcançou 4,27%, em agosto, contra 4,48%, em julho. Isso mostra que o custo médio da construção, no ano, diminuiu -0,2% entre os dois meses.

“O principal fator de queda no índice foi a redução dos materiais de construção ocorrida em agosto. Embora a mão-de-obra tenha tido uma pequena variação. Para a divulgação de setembro, não possível construir cenários. Uma vez que as ocorrências econômicas como a inflação e o aumento nos combustíveis poderão impactar os preços de balcão”, disse Adjalma Jaques, coordenador do IBGE no Amazonas.

A queda de agosto foi bem inferior ao resultado em nível nacional, que somou alta de 0,18%. Assim, o Estado teve a sexta maior queda no mês, entre os Estados do país.

Custos da construção no Amazonas

O custo médio por metro quadrado da Construção Civil, no Amazonas, reduziu de R$ 1.754,01, em julho, para R$ 1.750,57, em agosto. No Brasil, este custo foi de R$ 1.713,52, em agosto. O custo médio do material de construção (m²), no Estado, reduziu de R$ 1.119,98, em julho, para R$ 1.114,36, em agosto. Já o custo médio da mão de obra (m²) aumentou. Em agosto foi de R$ 636,21. Em julho era de R$ 634,03 .

O custo médio do material de construção no Amazonas, de R$1.114,36, posicionou o Amazonas em uma terceira posição entre os mais altos das Unidades da Federação. Os menores custos de material foram observados em Sergipe (R$ 927,58), Bahia (R$ 938,21) e Alagoas (R$ 939,26). Os maiores custos foram do Acre (R$ 1.186,86), Rondônia (R$ 1.121,7) e Amazonas (R$ 1.114,36).

O custo médio da mão-de-obra, no Amazonas, de R$636,21, colocou o Estado em uma posição intermediária em relação a outras Unidades da Federação. Os menores custos de mão-de-obra foram de Alagoas (R$ 590,74), Piauí (R$ 590,87) e Sergipe (R$ 599,23). Os maiores custos foram de Santa Catarina (R$ 895,20), Rio de Janeiro (R$ 853,8) e São Paulo (R$ 833,40).

Os resultados de agosto mostram que, para se construir uma casa popular de 46 m2, padrão normal, com um (1) pavimento, varanda, sala, dois (2) quartos, circulação, banheiro e cozinha, o custo seria de R$1.815,42, por m2. Para uma casa residencial, padrão normal, um (1) pavimento, varanda, sala, três (3) quartos, circulação, banheiro, lavabo, cozinha, área de serviço, quarto e banheiro de empregada, o custo, por m2, seria de R$1.711,77.

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