Uma das definições mais esperadas deste período pré-eleitoral, a filiação do vice-presidente da Câmara Federal, Marcelo Ramos (sem partido), deverá ter um desfecho nessa semana.
Nas redes sociais, o próprio deputado anunciou essa posição.
“Já em Brasília para a retomada dos trabalhos Legislativos. Essa semana devo tomar a decisão sobre minha filiação partidária”, escreveu o parlamentar.
Após deixar o PL em dezembro, Marcelo Ramos recebeu convites do PSB e PDT e ainda manteve conversas com o presidente do Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira, que precisa fortalecer o partido no Amazonas com quadros que viabilizem a eleição do também deputado federal Silas Câmara.
A ida ao PDT é a mais arriscada para Marcelo Ramos, pois o partido perderá um de seus campeões de voto para a eleição proporcional à Câmara Federal, o ex-deputado Hissa Abrahão, de malas prontas para ir ao Avante, do prefeito David Almeida. Sem uma chapa competitiva, o vice-presidente da Câmara arriscaria ficar sem mandato a partir de 2023.
O PSB é uma opção mais segura desde que o partido confirme a adesão à federação partidária que está sendo discutida entre PT, PCdoB e PV. Essa federação teria nomes competitivos que incluiriam o deputado federal José Ricardo Wendling (PT) e da ex-senadora Vanessa Grazziottin (PCdoB), além do nome do próprio parlamentar.
Por fim, a ida de Marcelo ao Republicanos é considerada por quem está em seu entorno como a mais difícil. Mas pesa neste projeto a promessa de que, ao lado de Silas Câmara, que arregimenta lideranças evangélicas para garantir a eleição dele, Marcelo Ramos retornaria à Câmara sem grandes dificuldades.
Texto: Gerson Severo Dantas