No acumulado de janeiro a setembro o segmento industrial de bebidas registrou crescimento de 20,43% no faturamento, em relação a igual período de 2020. Conforme o Sindicato da Indústria de Bebidas do Amazonas, a retomada produtiva no segmento industrial somada às altas temperaturas do verão amazônicos resultaram no desempenho positivo do setor, no período, com expectativas positivas para os próximos meses.
Conforme os números dos Indicadores de Desempenho do Polo Industrial de Manaus (PIM), no período de janeiro a setembro deste ano o segmento faturou, em valores nominais, mais de R$775 milhões. O volume representa incremento de 20,43% em relação ao montante contabilizado nos nove meses do ano anterior, quando o setor registrou R$643,5 milhões.
De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria de Bebidas do Amazonas, Luiz Cruz, as fabricantes conseguiram alcançar resultados positivos apesar dos obstáculos enfrentados. As empresas ainda enfrentam entraves por falta de insumos e encarecimento nos preços das matérias-primas, que pressionam os custos produtivos.
“Tivemos uma demanda reprimida acompanhada de um verão forte, o que resultou em recuperação tanto no segmento de água como no de refrigerantes. Infelizmente o que enfrentamos hoje é o aumento no preço e escassez de matéria-prima, de embalagem também, tudo isso, somado aos aumentos expressivos, uma conjuntura que pressiona os custos produtivos”.
Conforme o empresário, os problemas ainda são reflexos da pandemia da Covid-19, que ocasionou um desequilíbrio entre oferta e demanda no setor produtivo em todo o mundo.
“As empresas pararam no mundo inteiro e em determinado momento começaram a funcionar e, retomar o ritmo anterior é difícil, o que ainda não aconteceu. Vemos a falta de componentes eletrônicos, que afeta a produção de carros e demais produtos mundialmente”, disse.
Copa e eleições podem gerar crescimento fabril
O presidente acredita que os eventos previstos para ocorrerem no próximo ano, que consistem na copa do mundo e nas eleições, devem refletir em bom desempenho produtivo, inclusive para o segmento de bebidas.
“Esperamos que no próximo ano as coisas voltem à normalidade, principalmente a partir do segundo semestre. Será um ano de copa o mundo e de eleições e isso às vezes mexe com o mercado, positivamente”, comentou.
Texto: Priscila Caldas
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