quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Faturamento do varejo cresce 3,5% em relação ao período pré-pandemia

Para a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus, a abertura de novos empregos na capital impulsionou os resultados, contribuindo para a recuperação do segmento.
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Novos negócios
O Amazonas ficou em segundo lugar entre os estados brasileiros que apresentaram os maiores crescimentos percentuais na abertura de negócios, no período de maio a agosto, em comparação ao primeiro quadrimestre de 2020

No primeiro trimestre deste ano o faturamento do comércio superou em 3,5% os números registrados em igual período de 2019, antes da pandemia. Para a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDLM), a abertura de novos empregos na capital impulsionou os resultados, contribuindo para a recuperação do segmento.

“O primeiro trimestre de 2022 já superou o faturamento do mesmo período de 2019, em 3,5%. O volume de empregos já foi retomado ao mesmo patamar de 2019. Também superamos o número de lojas em 4%, com 100 lojas a mais em relação a 2019. Esse resultado se confirma com o volume de arrecadação do estado batendo recorde”, comentou o presidente da CDLM, Ralph Assayag.

De acordo com Assayag, o resultado positivo é atribuído ao novos empregos gerados a partir das lojas inauguradas nos últimos meses. Ele afirma que mesmo em meio ao momento de redução do poder aquisitivo da população e da alta da inflação, as novas lojas empregaram com salários reajustados acima da inflação.

“O crescimento no faturamento está relacionado ao número de empresas abertas e de empregos gerados. As empresas tiveram que fazer reajustes salariais e acabaram suprindo parte das perdas decorrentes da inflação. Houve uma compensação”, disse.

Expectativa para o segundo semestre

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas (Fecomércio-AM), Aderson Frota, afirma que a expectativa é de manutenção dos índices positivos para o setor, no segundo semestre. Porém, o empresário não acredita que o faturamento do fechamento do ano alcance ou ultrapasse os números de 2019.

“Acreditamos que o segundo semestre seja favorável à retomada da atividade comercial e de serviços devido à redução da ocorrência de chuvas, e ao tempo em que possivelmente problemas do cenário macroeconômico nacional e internacional poderão ser minimizados, refletindo positivamente no consumo. Deveremos crescer entre 5% e 8% em relação ao segundo semestre de 2021. Mas é difícil alcançarmos o faturamento superior àquele ano”, comentou.

Texto: Priscila Caldas

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