A Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM) registra demanda crescente por imóveis de médio e alto padrão (com preços entre R$ 400 mil e R$ 2 milhões).
O crescimento na procura, segundo a associação, é decorrente de melhores condições de financiamentos, menores taxas de juros e necessidade de melhorias no ambiente residencial reveladas pelo home office.
Segundo o presidente da Ademi-AM, Albano Máximo Neto, a retomada econômica viabilizou a oferta de melhores condições de financiamentos, o que favoreceu a aquisição de imóveis de maior valor.
Outro fator citado pelo empresário, foi a pandemia que veio acompanhada da exigência de home office e a consequente adequação do espaço residencial.
“A demanda crescente se deve ao aquecimento da economia, à oferta principalmente de financiamentos e, aos juros baixos, que propiciaram prestação mais baixa de financiamento. Esses empreendimentos passaram a caber no bolso do comprador. Isso está gerando uma recolocação de imóveis porque a pessoa sai do imóvel menor e passa para o que atende às suas necessidades nesse momento”.
Estoque restrito em redução
O presidente explica que os imóveis ofertados foram criados entre 2015 e 2016, além de poucos lançamentos que ocorreram nos últimos anos. Até dezembro de 2020, o estoque contava com 1.746 unidades de imóveis de médio e alto padrão. Em maio deste ano esse saldo era de 940 imóveis disponíveis, com redução de 53% do estoque.
“É o estoque que está alimentando essas vendas e deverá encerrar rapidamente”, comenta.
Novos lançamentos travados
Segundo Máximo, no total, entre projetos voltados aos empreendimentos econômicos, aos de médio e alto padrão, os associados da Ademi têm 35 projetos que aguardam aprovação por parte de órgãos ambientais. Os projetos, caso aprovados, prometem gerar maior faturamento ao setor.
“Esses projetos devem gerar cerca de R$3 bilhões a nível de valor de vendas. Isso é aproximadamente três vezes o que temos contabilizado nos últimos anos de vendas, com números próximos a R$1 bilhão”.
Texto: Priscila Caldas
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