Um dia após o governador Wilson Lima (PSC) anunciar o fechamento por 15 dias de bares e restaurantes da Praça do Caranguejo, localizada no conjunto Eldorado, na zona Centro-Sul de Manaus, o vereador William Alemão (Cidadania) pediu flexibilização das medidas, em sessão realizada na Câmara Municipal de Manaus (CMM) na manhã desta terça-feira (13).
A decisão foi tomada após o local registrar grande aglomeração de pessoas durante o último fim de semana, desrespeitando o decreto estadual que determina funcionamento de bares e restaurantes com 50% de ocupação e distanciamento social. Mas, na opinião do vereador Alemão, “ninguém pode ser culpado pelo erro do seu vizinho”.
“A resposta do governador com relação aos vídeos que foram colocados em todas as redes sociais, de certa forma, foi exagerado porque muitos daqueles empresários trabalham de forma a cumprir o decreto, [com] afastamento de mesas, álcool em gel. Mas quando vimos aqueles vídeos de sábado não se consegue identificar quem é quem, até pela quantidade muito grande de gente”, avaliou.
Funcionamento dentro dos estabelecimentos
O vereador Rodrigo Guedes (PSC) concordou com a crítica e anunciou que vai apresentar proposta para que os estabelecimentos comerciais do Eldorado possam funcionar dentro de seus espaços físicos.
“Não pode haver uma discriminação deles em relação a outros comerciantes de Manaus. Óbvio que houve o desrespeito ao decreto, ao distanciamento social, mas, como você muito bem falou, não foi de todos. Concordo que a praça seja novamente utilizada para o fim de comércio, bar e restaurante. Mas dentro dos seus estabelecimentos sim, eles podem e devem funcionar”, disse Guedes.
A proposta também foi defendida por William Alemão.
“O que está em jogo é a manutenção desses empregos. Existe um decreto hoje aonde os restaurantes podem funcionar com 50% [de ocupação] dentro do seu espaço. Em nenhum momento, nesses próximos 15 dias, eu vou defender que a Praça do Caranguejo volte a funcionar do jeito que estava”, respondeu Alemão.
Contraponto
Wallace Oliveira (Pros) se posicionou sobre os restaurantes do local. Segundo o parlamentar, a medida poderá minimizar os efeitos de uma possível terceira onda da Covid-19 na capital.
“A atitude que o governador tomou foi a mais correta. Era inadmissível o que estava acontecendo. Existem normas que norteiam o funcionamento desses estabelecimentos. Tem que ser cumprido o que fala o decreto: 50% da capacidade e distanciamento. Se essa terceira onda se efetivar, essas pessoas que estavam lá serão as primeiras a ‘tacar a peia’ na gente. Mas não vão lembrar que lá trás, naquele momento, contribuíram para o que pode acontecer em uma terceira onda”, alertou.
Reportagem: Lucas Raposo
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