domingo, 27 de setembro de 2026
SECA 2023

Empresa suspende navios com cargas para Zona Franca por causa da seca

Nível crítico da seca nos rios do Amazonas fez empresa interromper viagens com cargas para Manaus.
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O nível crítico da seca nos rios escalou, nas últimas 24 horas, com o cancelamento de viagens de navios que transportavam cargas para o comércio e as empresas do Polo Industrial de Manaus. Em nota encaminhada os empresários locais, a Aliança Navegação e Logística Ltda informou que interrompeu os serviços destinados à capital amazonense.

Segundo a empresa, a medida é necessária uma vez que o Rio Amazonas atingiu um nível que inviabiliza a continuidade das operações marítimas dos serviços ALCT 1 e ALCT 3.

A rota marítima ALCT 1 é semanal e liga o Norte e o Sudeste do país, tendo Manaus e Pecém (Ceará) como ligação entre o Polo Industrial e os demais estados do Brasil. Normalmente, o tempo de trânsito entre os dois portos é de 5 dias.

Já a rota marítima ALCT 3 é quinzenal e faz o caminho do Nordeste para o Norte, sendo realizada por um navio e dispõe de uma conexão via balsa com o porto de Vila do Conde (Pará).

A Aliança monitora o nível dos rios do estado nos períodos de vazante, desde 2016, e observou níveis anormais este ano.

Confira a evolução da profundidade

As cargas dos navios Sebastião Caboto/338N (SECAB) e Fernão de Magalhães/339N (FERMA) com destino a Manaus serão descarregadas em Vila do Conde (Pará) em 14/10 e em Pecém (Ceará) em 12/10, respectivamente.

Não há previsão de reembarque para essas cargas, pois é necessário aguardar a retomada do serviço que, segundo a Aliança, tem expectativa de reestabelecimento das escalas no porto de Manaus, com capacidade restrita, somente a partir da semana 46, que vai de 13 a 19 de novembro de 2023.

Dessa forma, é lógico dizer a interrupção dos serviços deverá afetar o Polo Industrial de Manaus.

Além disso, o navio Log-in Polaris/100N (LIPOL) não atracará em Manaus, e seu plano de contingência será comunicado posteriormente.

Para manter o fluxo de mercadorias entre o Amazonas e o Brasil, a empresa ofereceu uma alternativa de transporte rodo-fluvial-navio de Vila do Conde (Pará) a Manaus, exceto para cargas perigosas e refrigeradas.

Nesse caso, a carga será transferida para uma balsa até Manaus, e então entregue em caminhões.

O processo será o inverso para embarques originados em Manaus.

Essa solução já está disponível para as cargas a bordo do navio Sebastião Caboto/338N (SECAB) e a partir de 1° de novembro para os demais navios.

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