quarta-feira, 23 de setembro de 2026
SECA

Seca em 2024 pode ser semelhante ou pior, alerta Defesa Civil

COMPARTILHE
Lago seco do Puraquequara em Manaus
(Foto: Reprodução)

“Probabilidade alta de termos, no ano que vem, situação semelhante ou pior que a deste ano”. A frase foi dita pelo secretário executivo da Defesa Civil do Amazonas, coronel Francisco Máximo, em entrevista concedida ao Portal RealTime1.

Além da atual preocupação com os desdobramentos da seca de 2023, a atenção também já passa a ser com 2024, uma vez que as previsões dos institutos de meteorologia são de que não se tenha, tão cedo, chuvas intensas nas cabeceiras dos principais rios.

Pelas previsões, o El Niño deve permanecer atuando até abril, maio e junho de 2024.

“Com base nessa análise de hoje, porque a meteorologia pode mudar. Se não mudar, certamente podemos sim ter uma probabilidade alta de termos situação semelhante ou pior que a deste ano”, afirmou o secretário.

Segundo o coronel Máximo, enquanto os acordos e tratados que versam sobre a redução da emissão de gases poluentes com a intenção de reduzir a temperatura da Terra não forem seguidos, o Amazonas, outros estados e países sofrerão.

“A partir de agora teremos que nos adaptar a essas mudanças climáticas. As catástrofes que estão acontecendo são frutos de uma crise climática que nós estamos vivendo. Eu diria até permanente, não estamos mais em momentos sazonais.”

O efeitos do El Niño e da estiagem no Amazonas, em 2023, contrariaram inclusive os prognósticos da doutora em meteorologia do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Marília Guedes, que, em entrevista ao Portal RealTime1, afirmou que os efeitos do fenômeno não seriam tão alarmantes e que a seca no Amazonas não seria tão significativa quanto a de 2010.

“Os efeitos são sentidos principalmente ali por volta de dezembro, janeiro que é quando ele está mais ativo, mas não será nada tão alarmante como se divulgou anteriormente.” afirmou Marília.

Confira abaixo as entrevistas com o secretário executivo da Defesa Civil do Amazonas e com a doutora em meteorologia do INPE:

Leia Mais:

COMPARTILHE