terça-feira, 23 de julho de 2024

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ABASTECIMENTO

Vazante preocupa setores do Polo Industrial de Manaus

Suframa e Cieam alinham ações para impedir que a navegação eleve os custos logísticos.
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Superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, e executivo Lúcio Flávio, do Cieam
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A vazante dos rios Madeira e Amazonas pode afetar a produção industrial na Zona Franca de Manaus pela falta de insumos e escoamento da produção. Por conta disso, a Suframa e o Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam) começaram a esboçar um plano para reduzir os efeitos do problema.

O plano prevê ações que possam garantir a navegabilidade na regiões mesmo em períodos críticos de vazante e com isso não interromper as linhas de abastecimento de matérias-primas, bem como o escoamento da produção para os mercados consumidores das regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste.

Outra preocupação colocada no debate é sobre o impacto do frete no produto final, uma vez que a vazante aumenta os trajetos e o tempo de viagem, com significativo impacto nos custos de frete.

A reunião foi antecipada devido ao porto do município de Itacoatiara e a hidrovia do rio Madeira já apresentam dificuldades. Com isso, essas regiões serão as primeiras atendidas com medidas de prevenção a vazante

O plano vem sendo discutido pelo superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, e o presidente Executivo do Cieam, Lúcio Flávio Morais de Oliveira, que reconhecem o momento difícil e reforçam a ideia de que, mesmo com todas as situações adversas, não há como impedir a navegação pelos rios afetados.

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O problema de navegabilidade em alguns pontos apresenta dificuldades de passagem dos navios com a carga da indústria, porém, já recebemos a garantia da Capitania dos Portos de que, apesar da situação estar no estágio de vazante, não é um estado crítico, não existe a possibilidade de restrição de passagem dos navios”, afirmou o Lúcio Flávio.

Bosco Saraiva garantiu total apoio da Suframa à instituição e estudos deverão ser realizados em conjunto nos próximos meses, com o objetivo de manter o transporte dos produtos sem nenhuma descontinuidade.

Temos acompanhado toda a situação e mantido as empresas a par de tudo, porém, apesar das dificuldades, o transporte não será interrompido”, disse Bosco Saraiva.

O presidente do Cieam informou que teve acesso aos mapas de navegação com a batimetria do rio e enfatizou que o momento é de unir forças contra o problema.

“Queremos unir forças com a Suframa para conseguir, junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes e outros órgãos responsáveis, a elaboração de uma obra permanente, que permita a navegabilidade nos 365 dias dor ano, sem problema”, explicou Lúcio Flávio.

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