quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Em dez anos, contratação informal predomina no Amazonas

Entre março de 2012 e março de 2022 o estado registrou 62.598 pessoas empregadas. Desse total, 46.454 foram empregos informais, e 16.144 trabalhadores contratados por CLT.
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Na última década, a participação do emprego com carteira assinada em relação ao total da mão de obra empregada, no estado, reduziu de 30,2% para 24,1%, na comparação entre os meses de março de 2012 a igual mês de 2022. O levantamento foi realizado pela empresa LCA Consultores, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Conforme o relatório, entre março de 2012 e março de 2022 o estado registrou 62.598 pessoas empregadas. Desse total, 46.454 foram empregos informais, e 16.144 trabalhadores contratados por meio de regime celetista, com carteira assinada.

Em março deste ano, o Amazonas registrou 1.712 contratações, dentre as quais, 1.299 admissões sem carteira assinada e 413 contratos regidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

As áreas que mais contratam por meio informal, no estado, são: de trabalhador doméstico, empregado no setor público e militar. Por outro lado, as empresas privadas ainda aparecem registrando média de 50% do quadro laboral com contrato formal.

“O estado pertence à região Norte, que junto com o Nordeste, tende a ter posições mais informais, diferente do resto do país (Sul, Sudeste e Centro-Oeste) e isso porque temos desigualdades regionais na educação, em PIB e renda per capita, infraestrutura, entre outros, o que acaba refletindo no mercado de trabalho”, comentou o economista Bruno Imaizumi, da LCA Consultoria.

Texto: Priscila Caldas

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