O Partido dos Trabalhadores (PT) fará sua eleição interna em 6 de julho com votos em papel. A decisão foi tomada após o partido não conseguir o empréstimo de urnas eletrônicas da Justiça Eleitoral em 11 Estados. A votação definirá o novo presidente nacional da sigla, além dos presidentes estaduais e municipais.
A Executiva Nacional do PT decidiu, nesta quarta-feira (21/5), manter o processo unificado em todo o país com cédulas produzidas pelo próprio partido e contagem manual dos votos.
A alternativa foi adotada após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informar que cabia aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) de cada Estado autorizar ou não o empréstimo das urnas. Apenas 16 Estados aceitaram o pedido.
Quatro Estados negaram oficialmente: Alagoas, Espírito Santo, Minas Gerais e Pernambuco. Outros sete ainda estavam em negociação, incluindo São Paulo, Paraná e Roraima.
Segundo os TREs, pesaram na negativa preocupações com segurança e dificuldades logísticas. Em geral, o empréstimo das urnas é gratuito, mas os custos operacionais ficam com quem as solicita.
A votação, conhecida como PED (Processo de Eleição Direta), volta a ser realizada com participação direta dos filiados, após 12 anos. Estão aptos a votar todos que se filiaram ao partido até 28 de fevereiro de 2025. Se houver segundo turno, ele ocorrerá no dia 20 de julho.
O nome mais cotado para assumir a presidência nacional do partido é o do ex-prefeito de Araraquara, Edinho Silva, que tem o apoio do presidente Lula e representa a corrente majoritária do PT, a CNB (Construindo um Novo Brasil). Também concorrem Rui Falcão, Romênio Pereira, Valter Pomar e Dani Nunes.
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