A decisão da Moto Honda da Amazônia de paralisar a produção por 15 dias, devido a falta de insumos, anunciada nesta sexta-feira (22), não deve ser acompanhada por outras empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM).
A opinião é do presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco.
Em entrevista ao RealTime1, Périco explicou que a decisão da montadora japonesa acontece pela alta dependência que a linha de montagem da empresa tem principalmente de gases, como o oxigênio industrial, associada à pandemia do novo coronavírus.
“No caso da Moto Honda, eles dependem muito de gases e, somado a isso, há a preocupação deles com relação à falta de assistência hospitalar”, explicou.
Em recente entrevista à BBC News Brasil, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, afirmou que indústria do Amazonas já cedeu todo o oxigênio que tinha em estoque para o sistema de saúde de Manaus.
Não há informações sobre novas paralisações
Apesar da falta de oxigênio e de confirmar que a interrupção dos trabalhos em uma das maiores fábricas do PIM vai afetar a produção de outras empresas fornecedoras, Périco descarta, pelo menos por enquanto, outras paralisações.
“As paralisações dependem de empresa para empresa. Essa é uma decisão da empresa, e a da Honda certamente vai refletir nos fornecedores dela. Mas não tenho informações de nenhuma outra empresa que esteja tomando essa decisão de suspender as atividades”, esclareceu.
Entenda o caso
A Moto Honda da Amazônia anunciou, na manhã desta sexta-feira (22), que vai paralisar temporariamente a produção de motos a partir da próxima segunda-feira (25).
De acordo com a montadora, a parada foi causada pela indisponibilidade de insumos, provocada pelos impactos da Covid-19 nas cadeias de suprimentos.
A interrupção nos trabalhos deve durar de 25 de janeiro a 3 de fevereiro. A retomada está prevista para 4 de fevereiro, desde que as condições necessárias sejam atendidas.
Reportagem: Lucas Raposo
Leia mais: