quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Yamaha sente falta de componentes e altera ritmo de produção até maio

Yamaha reduzirá o ritmo das atividades entre os meses de março e maio de 2022, com retorno à normalização das operações no dia 1º de junho. Problema é a falta de componentes.
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A Yamaha Motor da Amazônia divulgou nota nesta sexta-feira (25) informando que vai reduzir o ritmo das atividades entre os meses de março e maio de 2022, com retorno à normalização das operações no dia 1º de junho. Segundo a empresa, a medida será necessária para ajustar a produção ao fluxo de recebimento de insumos.

O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, confirmou que a falta de insumos segue afetando as fabricantes e que cada empresa tenta seguir o planejamento produtivo conforme a oferta de materiais.

“Foi uma decisão da empresa. A falta de insumos não é novidade. As fabricantes estão se planejando de acordo com a disponibilidade dos insumos e a decisão da Yamaha está baseada nisso. Mas é algo particular de cada empresa”, comentou Périco.

A reportagem solicitou detalhes à Yamaha Motor da Amazônia sobre o anúncio de alteração no cronograma de produção. Mas até o fechamento da edição não obteve resposta.

A equipe do RT1 ainda pediu informações à Moto Honda da Amazônia para saber se a falta de insumos compromete, neste período, o ritmo dos trabalhos. Mas a assessoria da empresa informou que não poderia atender à demanda até o final da sexta-feira (25).

Verticalizar produção é a saída, aponta Abraciclo

De acordo com o diretor executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), Paulo Takeuchi, a a escassez dos semicondutores afeta menos o setor de duas rodas. Mas ainda há riscos de desabastecimento globalmente. Ele afirma que a verticalização da cadeia produtiva no Polo Industrial de Manaus (PIM) contribui para a redução da dependência da importação.

“A escassez dos semicondutores afeta menos o setor de duas rodas. O processo produtivo é verticalizado e a maioria das peças foi nacionalizada, o que reduz nossa dependência de fornecedores externos. Dessa forma, o setor não é tão impactado pela falta de insumos como acontece com outros setores da indústria”, informou.

Texto: Priscila Caldas

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