A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reflete em queda estimada de 2% do valor do automóvel novo. Segundo o Sindicato das Concessionárias e Distribuidores de Veículos Automotores no Amazonas (Sincodiv-AM), o período é favorável para quem deseja comprar um veículo à vista. Porém, quando a alternativa é o financiamento, os juros elevados, consequentemente, tornam o bem mais caro ao calcular o valor final.
O presidente do Sincodiv-AM, João dos Santos Braga Neto, afirma que a publicação do decreto, no dia 25 de fevereiro, que determina a redução do IPI, elevou ainda mais a procura pelos veículos novos. A demanda já estava aquecida. Porém, reprimida por falta de produtos em decorrência da paralisação em montadoras.
Conforme o decreto nº 10.979/2022, para alguns tipos de automóveis, as alíquotas foram reduzidas em até 18,5%.
“O preço do veículo diminuiu e toda medida que reduz o preço é positiva. A demanda segue aquecida e favorece quem pode comprar à vista. Por outro lado, temos o cenário de juros elevados. Mas, se o cliente tiver crédito ele compra o automóvel independentemente do valor e dos juros. Os bancos estão flexíveis para aprovar crédito”, avaliou Neto.
“A disponibilidade de carros, dependendo do modelo, melhorou. Temos à pronta-entrega. Cresceu a procura e a produção. Não há como estimar um percentual de crescimento na procura”, completou o empresário.
Seminovos menos demandados
Segundo o presidente, a redução da alíquota do IPI incentivou a procura pelo carro novo e consequentemente, reduziu a demanda pelo veículo seminovo. Ele relata que em meio ao cenário de desvalorização do carro usado o cliente geralmente tem receio de entregar o veículo que está em uso como entrada para a troca por um automóvel usado.
“Nesse período o carro seminovo tem queda na comercialização devido à redução no preço do carro novo. É algo lógico e comportamento do mercado. Se há oferta do novo por menor valor, fatalmente, o usado cai”, disse.
Texto: Priscila Caldas
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