quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Ex-superintendentes da Suframa criticam redução do IPI

Advogado Appio Tolentino classificou a decisão como "um ataque vil e covarde". Já o consultor tributário Thomaz Nogueira afirmou que Bolsonaro age de forma unilateral.
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Evento para gestores da Amacro acontece nos dias 19 e 20 (Foto: Divulgação)

Ex-dirigentes da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) manisfestaram indignação e preocupação após a publicação do decreto nº 11.047/2022 que determina a redução linear das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em 25%, sem excluir os produtos fabricados no Polo Industrial de Manaus (PIM).

Por meios das redes sociais, o engenheiro e advogado tributarista Appio Tolentino classificou a decisão do governo federal, que descumpriu o acordo firmado entre o presidente Bolsonaro (PL) e o governador Wilson Lima (UB), como “um ataque vil e covarde”.

“Mais um vez um golpe. Mais um vez um ataque. Um ataque covarde. Tentáculos do mal tentam inviabilizar nosso estado e nosso projeto de uma forma vil. Às vésperas de um feriado, o presidente da República reedita um decreto que dá um golpe muito grande que já vinha sendo dado contra a Zona Franca de Manaus”, disse o ex-superintendente.

O também ex-titular da Superintendência da Suframa e consultor tributário, Thomaz Nogueira, também se pronunciou publicamente sobre o tema, afirmando que Bolsonaro age de forma unilateral e tapa os ouvidos aos argumentos técnicos vindos tanto do governo Estadual, que o apóia, quanto da bancada, que o critica.

“Com este Governo (Federal) não há dados, evidências, racionalidade que construa um diálogo. Véspera da Sexta-feira Bolsonaro publicou novo decreto. Ignorou olímpicamente o 2° PIB industrial do Brasil que é o Polo Industrial de Manaus.”, pontuou Nogueira em um post feito nas suas redes sociais.

Menezes é a voz dissonante

Apoiador incondicional do presidente, Alfredo Menezes foi o único, entre os ex-superintendes da Suframa, a afirmar que a medida não traz prejuízos à indústria local, contrariando análises da maioria dos economistas e políticos do Estado. Candidato à única vaga do Senado disponível na disputa eleitoral de outubro, ele classificou o posicionamento de parlamentares contrários à medida como “oportunista” e “não racional”.

Texto: Lucas Raposo

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