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quinta, 26 de maio de 2022

Amazonas sob risco iminente de alta nos preços de combustíveis

Para os economistas, o repasse dos aumentos poderá ser amenizado, com menor reflexo ao consumidor, caso o governo federal opte por adotar novas medidas econômicas.

9 de março de 2022

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Economistas apostam em ações governamentais para conter alta do combustível (Foto: Reprodução)

Economistas acreditam que o aumento de preços dos combustíveis, decorrente da guerra entre Rússia e Ucrânia, poderá ser repassado ao consumidor em médio prazo, conforme a reposição de estoque nas refinarias e nas distribuidoras.

No início da semana, o preço do barril de petróleo atingiu quase US$ 140. Grãos e metais da indústria também registraram alta, diante dos conflitos entre os países.

O presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM), Marcus Evangelista, afirma que há um risco iminente de escalada no preço dos combustíveis, com um agravante para o Amazonas, que é a dificuldade logística.

“Há um risco iminente de termos aumento em relação ao petróleo e seus derivados. O Brasil não é autossuficiente na produção e depende da importação da matéria-prima. Caso a Rússia, que é um dos grandes produtores, deixe de fornecer o petróleo, a tendência é de aumento no preço. O preço do barril já disparou e consequentemente, os derivados devem seguir escala”, disse.

“Para o Amazonas a situação é ainda mais complicada pelo isolamento em relação aos demais estados do país, a distância. Para os produtos chegarem a Manaus ou chegam por meio fluvial ou aéreo e com o combustível mais caro o frete encarecerá , assim como todos os produtos”, completou.

Segundo Evangelista, o aumento no preço do combustível deverá ocorrer a médio prazo conforme a reposição do estoque por parte das empresas. Porém, ele avalia que a alternativa para conter o aumento está na determinação do governo em que a Petrobras interrompa as exportações de petróleo para atender ao mercado interno.

“Caso isso aconteça, o impacto poderá ser menor. Teremos deficiência do insumo, então, pode ser que o governo faça uma manobra para tentar reduzir os impactos”, analisou.

Preços de combustíveis ‘amortecidos’ pelo governo

Na avaliação do economista, Francisco Mourão Júnior, os repasses decorrentes do aumento do preço do barril de petróleo ainda não ocorreram por pressão do governo. Ele afirma que o governo junto com a Petrobras estão absorvendo os ônus dos aumentos e deverão continuar subsidiando o aumento para amenizar os reflexos ao cidadão.

“A gasolina faz parte de um dos itens que dita o sobe e desce da inflação. Provavelmente o governo está segurando esse aumento porque está tentando manter uma forma de congelamento para segurar o preço. O governo deverá subsidiar o aumento para não tornar ainda mais pesado o custo de vida do brasileiro”, disse.

Texto: Priscila Caldas

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