A tensão com a movimentação de tropas na fronteira entre Rússia e Ucrânia colocou o mundo – e o mercado – em alerta. O conflito tem dimensões geopolíticas que remetem à Guerra Fria e que podem afetar o Brasil significativamente. De acordo com especialistas, um dos maiores riscos para o país é mais uma disparada do preço dos combustíveis e a queda representativa da exportação de carne.
Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o país negociou um total de US$ 2,7 bilhões (R$ 14,3 bilhões) em produtos da Rússia em 2020. Desse total, US$ 53,6 milhões (R$ 285,6 milhões) foram gastos na importação de óleos combustíveis.
O preço do petróleo saltaria, caso a Rússia diminuísse seu fornecimento aos consumidores. A mesma preocupação é observada em relação ao preço das carnes. O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina, e tem a Rússia como uma grande importadora.
Em novembro, a gigante do Leste Europeu planejava estabelecer uma cota de importação isenta de impostos de até 200 mil toneladas de carne bovina para 2022. Com a invasão à Ucrânia, os planos devem mudar.
Esse é o momento mais tenso da disputa entre os dois países. O imbróglio começou pela exigência do governo russo de que o Ocidente garanta que a Ucrânia não vai aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), uma aliança de 30 países liderada pelos Estados Unidos.
Na prática, Moscou vê essa possível adesão como uma ameaça à sua segurança. Os laços entre Rússia, Belarus e Ucrânia existem desde antes da criação da União Soviética (1922-1991).
A Casa Branca anunciou que tem informação de que Putin invadirá a Ucrânia antes do fim da Olimpíada de Inverno de Pequim, prevista para terminar em 20 de fevereiro.
Da Redação, com informações do portal Metrópoles
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