A Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur) solicitou ao Ministério do Turismo a inclusão da nomenclatura ‘flutuante turístico’ no sistema do Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur). O pedido é mais uma tentativa de regularização dos flutuantes da orla do Tarumã-açu, agora, voltada à esfera federal. A secretaria aguarda retorno por parte do ministério.
A Amazonastur informou que em abril deste ano encaminhou nota técnica ao Ministério do Turismo solicitando a inclusão da tipologia ‘flutuante turístico’ no sistema Cadastur. Segundo a secretaria, a efetivação do cadastro proporciona maior controle da atividade turística local, promovendo o ordenamento e a geração de emprego e renda na cidade.
A empresa ainda ressaltou que aguarda retorno do ofício, por parte do Ministério do Turismo, para dar prosseguimento com a documentação necessária.
Em novembro de 2019, a pasta conquistou a inclusão do barco-hotel na plataforma Cadastur, após a empresa apresentar nota técnica destacando a importância do meio de hospedagem para o desenvolvimento do setor.
Ministério nega ter recebido documento
Por meio de nota a assessoria de imprensa do Ministério do Turismo nega conhecimento sobre a solicitação. Confira a nota na íntegra:
Por parte do Ministério do Turismo, desconhecemos esse pleito. De todo modo, vale esclarecer que flutuantes são equipamentos turísticos. O Produto Turístico se refere a um “Conjunto de atrativos, equipamentos e serviços turísticos acrescidos de facilidades, localizados em um ou mais municípios, ofertado de forma organizada por um determinado preço”.
Inclusão no Cadastur fortalecerá atuação dos flutuantes
O presidente da Associação dos Flutuantes do Rio Tarumã Açu (Afluta), Lúcio Bezerra, conta que o segmento mantém expectativas positivas quanto às iniciativas em andamento voltadas à regularização da atividade do setor, no estado.
Bezerra ressalta que a regulamentação estabelecendo normas para a operação dos flutuantes é essencial para a organização das estruturas, viabilizando o incremento à atividade econômica e a melhor prestação dos serviços à população.
“As expectativas são positivas para os próximos meses. A partir da regulamentação os estabelecimentos poderão solicitar emissão de alvará, por exemplo. Essa organização é fundamental para um setor que atende em média 40 mil pessoas ao mês, em período de maior movimento, entre dezembro e agosto”, comentou.
*Matéria atualizada às 9h50 do dia 25 de novembro para inclusão de resposta do Ministério do Turismo.
Texto: Priscila Caldas
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