O canabidiol, conhecido popularmente como CBD, é uma substância extraída da planta Cannabis (folha da maconha), que atua no sistema nervoso central e que apresenta potencial terapêutico para o tratamento de doenças psiquiátricas ou neurodegenerativas, como esclerose múltipla, esquizofrenia, mal de Parkinson, epilepsia ou ansiedade, por exemplo.
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) criou uma categoria de medicamentos derivados da Cannabis que podem ser comercializados após aprovação da Agência. Estes remédios estão indicados principalmente nos casos em que outras formas de tratamento não estão demonstrando o efeito pretendido e a sua venda é feita com apresentação de receita médica de controle especial.
Até os dias de hoje, muito se discute sobre o uso ou não de medicamentos à base de maconha. Por isso, o RealTime1 ampliou o debate para com os seus leitores, buscando saber se usariam ou não um medicamento cientes de que, em sua fórmula, há ali o canabidiol.
Nas ruas, quase que de forma unânime as respostas sinalizaram para o uso do medicamento. Os entrevistados citaram estudos, princípios ativos e benefícios que a canabbis leva a alguns pacientes. Que disse que não usaria um remédio a base de maconha, destacou que optaria por buscar outros métodos para um tratamento de saúde.
Da mesma forma aconteceu nas redes sociais. A maioria dos leitores do RealTime1 respondeu ao #QueroSaber dessa semana que usaria um medicamento que tivesse em sua composição o canabidiol.
“A homeopatia já usa a Canabbis há muitos anos e dizem que é um excelente calmante. Usada em forma de chá também deve ser muito bom. Eu nunca usei , mas gostaria de usar como calmante em forma de cápsulas ou chá das folhas”, escreveu Elisa Monteiro.
“Tem a propriedade que cura. O que mata é a ignorância e a maneira que se usa. Não vou entrar na alienação (…) Só defende a legalização do tráfico gente doente, que não tem família”, completou outra leitora.
Guacira Guimarães lembrou que a polêmica em torno do canabidiol só existe por causa da ilegalidade da maconha no país. Ela frisou que quase ninguém fica atento às composições dos medicamentos que ingerem quando prescritos.
“Quem sabe o que tem nos remédios q toma? Acho que poucos. Quem entende, sabe que a o canabidiol é apenas um componente e o que importa são os efeito que causam”, disse.
Texto: Rosianne Couto
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